Cinco orcas ‘processam’ parque aquático por escravidão

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Fonte: Folha.com

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Tribunal dos EUA discute se animais deveriam ter a mesma proteção constitucional que humanos

Cinco orcas foram nomeadas como autoras de um processo na Justiça americana que argumenta que elas têm os mesmos direitos de proteção contra a escravidão que humanos.

A organização de defesa dos direitos dos animais Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), três especialistas em mamíferos marinhos e dois ex-treinadores entraram com a ação contra o parque aquático SeaWorld.

Esta seria a primeira vez que um tribunal dos Estados Unidos discute se animais deveriam ter a mesma proteção constitucional que humanos.

A equipe jurídica do SeaWorld classifica o caso como um desperdício de tempo e dinheiro.

“As orcas e outros animais não foram incluídos no ‘Nós, o povo’ quando a Constituição foi adotada”, disse o advogado do parque Theodore Shaw, perante a corte.

Ele argumentou que, se o caso for bem-sucedido, pode haver consequências não só para outros parques marinhos e zoológicos, mas também para o uso de cães farejadores que ajudam a polícia a encontrar drogas e explosivos, por exemplo.

CASO HISTÓRICO

A organização Peta diz que as orcas Tilikum, Katina, Kasatka, Ulises e Corky são tratadas como escravas, porque vivem em tanques e são forçadas a fazer apresentações diárias nos parques SeaWorld na Califórnia e na Flórida.

Segundo analistas, não é provável que os animais consigam a liberdade, mas os ativistas já se dizem satisfeitos com o fato de que o caso chegou aos tribunais.

A ação judicial menciona a 13ª emenda à Constituição americana, que aboliu a escravidão e a servidão involuntária no país.

“Pela primeira vez na história de nossa nação, um tribunal federal ouviu os argumentos sobre se seres vivos, que respiram e sentem, têm direitos ou podem ser escravizados simplesmente porque não nasceram humanos”, disse Jeffrey Kerr, advogado que representa as cinco baleias.

“Escravidão não depende da espécie do escravo, assim como não depende de raça, gênero ou etnia. Coerção, degradação e submissão caracterizam escravidão, e essas orcas enfrentaram todos os três.”

O juiz do caso, Jeffrey Miller, levantou dúvidas sobre o fato de os animais constarem como autores do processo e afirmou que sua decisão será anunciada em outra data, ainda não definida.

Esta não é a primeira vez que orcas do SeaWorld ganham as manchetes ao redor do mundo. Em fevereiro de 2010, Tilikum afogou sua treinadora diante de espectadores horrorizados no parque da Flórida. O mesmo animal foi relacionado a outras duas mortes.

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Imagens chocantes mostram leão marinho sendo estrangulado por lixo

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Fonte: Anda

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(Foto: Reprodução/Hype Science)

As imagens não são bonitas: leões marinhos com iscas saindo da boca ou com os pescoços fortemente amarrados, até mesmo cortados, por utensílios para amarrar caixas. Focas com os pescoços circundados por pedaços de redes de pescar.

Os cientistas que estudam esses animais sabem que esse tipo de material pode machucar ou até mesmo matar os animais. Um vídeo, divulgado pelo Departamento de Pesca e Jogos do Alaska, documenta os efeitos de laços, equipamentos de pesca e outros lixos, incluindo um pneu e uma rede – que afogaram um leão marinho.

O vídeo foi postado recentemente no YouTube, para que as pessoas tomem consciência do problema.

Um estudo sobre leões marinhos de Steller, que estão a ponto de serem extintos, descobriu que pedaços de plástico e borracha são os itens mais frequentemente amarrados nos pescoços dos animais, enquanto iscas de metal usadas na pesca de salmão são os itens mais frequentes ingeridos pelos animais.

Entre 2000 e 2007, os pesquisadores encontraram 386 animais com algum tipo de “resíduo” no corpo. “Nós com certeza estamos subestimando o número de animais mortos e feridos pelo lixo”, afirma a pesquisadora do estudo e bióloga do Programa dos Leões Marinhos de Steller, Lauri Jemison.

Jemison afirma que os números são conservadores, já que eles podem perder leões marinhos estrangulados que não vieram até a costa, não estavam visíveis ou que foram para outro local.

Muitas espécies marinhas, incluindo os mamíferos, pássaros e tartarugas, enfrentam problemas parecidos. Nas águas do Alaska, os leões marinhos de Steller e os animais menores ficam presos mais frequentemente do que outros que não são mamíferos com patas de barbatana.

Focas também conseguem, de alguma maneira, ficar com tiras ao redor do pescoço, como os leões marinhos. Mas, de acordo com o cientista Michael Williams, ao contrário dos leões, não parecem engolir muito lixo.

Durante trabalhos intensos nas Ilhas Pribilof, na costa do Alaska, os pesquisadores conseguiram encontrar cerca de 100 focas presas entre uma população de cerca de 500 mil que usam as ilhas como casa durante o verão e o outono. Mas, assim como os leões marinhos, o número provavelmente é bem maior.

De alguma maneira, as focas, e provavelmente os leões marinhos também, estão caindo no mesmo caminho que o lixo.

“A probabilidade de isso acontecer parece muito remota, dado o tamanho do oceano, mas ainda acontece. Acho que isso tem a ver com as zonas de convergência”, afirma Williams. Restos oceânicos convergem formando ilhas, que atraem peixes que procuram abrigos e seus predadores, incluindo as focas.

E não apenas os adultos são pegos, mas também filhotes. As focas jovens – que parecem ter mais tendência a ficarem enredadas, vão ficando cada vez mais “enroladas” pelo lixo ao redor do pescoço, que potencialmente as estrangula. Isso é pior no caso dos machos, que desenvolvem pescoços maiores e crescem mais do que as fêmeas.

Existem diversas maneiras de divulgar o problema. Há uma campanha no Alaska para encorajar as pessoas a “rasgar” seu lixo, diminuindo seu tamanho e potencial de esmagamento, se ele for possivelmente perigoso, antes de jogá-lo fora. Entretanto, os pedaços de plástico ou borracha ainda podem ser ingeridos pelos animais.

Outras soluções incluem reduzir os detritos gerados em barcos ou em terra firme, e usar materiais que não sejam possivelmente perigosos.

Educar a indústria da pesca é outra chave. Os leões marinhos frequentemente pegam iscas enquanto estão procurando comida fácil. De acordo com Jemison, ambos os pescadores e casuais perdem os salmões e suas iscas, linhas e ganchos para leões marinhos famintos.

Ganchos podem perfurar o esôfago ou estomago dos leões marinhos, matando-os. Os departamentos responsáveis estão tentando encontrar formas de trabalhar com a indústria pesqueira para chegar a soluções, como modificar os materiais ou embarcações, para manter os leões marinhos longe.

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Costa Concordia: “danos ambientais podem ser irreparáveis”, diz biólogo

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Fonte: Anda

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Costa Concordia naufragou no dia 13 de janeiro (Foto: AFP)

Conhecido por suas águas cristalinas e pela diversidade da vida marinha e dos corais, a região próxima à ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana, vive momentos de aflição. Além das perdas humanas já registradas, o meio ambiente local já sofre impacto pelo naufrágio do Costa Concordia, no último dia 13. As consequências ainda não podem ser medidas e talvez levem anos para serem constatadas. Mas o ecossistema corre o risco de ser alterado gravemente.

Para além da emergência de possíveis vazamentos de combustível, os materiais contaminantes e a quantidade de lixo e entulhos do cruzeiro ameaçam a sobrevivência das espécies marinhas e de outros animais que dependem destes. A contaminação que já existe no local, que ainda não foi mensurada, pode ter efeito cumulativo sobre toda a fauna local.

Para o diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional (CI) no Brasil, Guilherme Dutra, os corais estão entre os organismos mais sensíveis aos impactos ambientais. Segundo ele, é difícil avaliar o tamanho do dano ambiental causado pelo Costa Concordia porque há vários fatores que são determinantes para a análise, como a quantidade de poluentes que estavam no navio, o movimento das correntes marítimas e a velocidade dos ventos.

No fundo do mar (que neste caso é raso), os efeitos do acidente são imediatos. O biólogo e instrutor de mergulhos em naufrágios Maurício Carvalho explica que há dois tipos de fauna marinha: a bentônica (organismos que vivem no fundo) e a composta pelo plâncton (os que ficam à deriva dos movimentos oceânicos) e pelo nécton (aqueles com capacidade natatória). “Quando ocorre um naufrágio, os primeiros afetados são os seres vivos bentônicos, pois seu habitat é imediatamente destruído. Os demais seres também são prejudicados, especialmente em função dos componentes contaminantes que estão no navio (como a tinta do casco, os óleos lubrificantes e de refrigeração das máquinas e motores e o material de revestimento da embarcação)”, aponta.

Com o habitat modificado, há possibilidade de desaparecimento de espécies. “Apesar de se falar bastante na preocupação com o combustível do navio, a própria construção possui elementos que causam impactos ambientais, como o chumbo e o cobre da estrutura”, alerta.

Embora o governo italiano esteja tomando cuidados para minimizar os estragos alguns danos podem não ser recuperados totalmente. “Se o impacto for crítico, o tempo de recuperação é lento. Algumas colônias de corais, por exemplo, demoram centenas de anos para se recuperar”, esclarece Dutra.

Devido ao combustível ser um óleo pesado, o resultado de um vazamento pode equivaler a um derramamento de petróleo. “Mas a mancha de óleo diesel, como passa por tratamento, tem um efeito de toxidade ainda maior que o óleo cru”, ressalta Dutra. Parte do óleo que entra em contato com o mar chega ao fundo e pode causar a mortandade da base da vida marinha; a outra, flutuante, acaba alastrando-se por quilômetros de distância, conforme as condições do mar e do tempo.

“As barreiras de contenção são importantes para que o óleo superficial não se espalhe, porém, para funcionar, o mar precisa estar tranquilo. Com a movimentação das ondas, o efeito das barreiras fica comprometido”, assinala Dutra.

Carvalho cita o caso do impacto ambiental causado na costa do Alasca, que continua a apresentar problemas ambientais resultantes dos resíduos do derrame de um navio petroleiro em 1989. A recuperação é lenta e, mesmo assim, não é totalmente garantida.

Remoção do combustível

Segundo informações das agências internacionais, a extração do combustível pesado dos 15 tanques (equivalente a 2,3 t) do cruzeiro naufragado, que põe em risco o ecossistema da área, prejudicando a fauna e flora marinha e comprometendo o restante da cadeia alimentar que vive ou passa pelo local, será feita mediante perfuração no casco e posterior bombeamento do líquido para cisternas externas, enquanto através de uma segunda abertura o tanque será preenchido com água do mar para evitar o vazio que provocaria novos movimentos no barco.

A preocupação é maior neste momento com o combustível em função da quantidade (os tanques estavam cheios quando ocorreu o naufrágio) e o consequente potencial de desastre. A embarcação de 290 m de comprimento permanece sobre um banco de rochas submarinas, mas as equipes de resgate temem que ela deslize e caia de forma abrupta em águas muito mais profundas.

Uma mancha de 300 m por 200 m de hidrocarboneto já é vista no litoral de Giglio. Apesar de não haver confirmação se ela é decorrente do vazamento de combustível, materiais de contenção já estão sendo utilizados ao redor do cruzeiro. Esta é uma maneira de mitigar que os impactos sejam ainda maiores.

“Por mais que a remoção do combustível ocorra dentro do previsto, a fauna e flora do local já sofrem com o contato de contaminantes. A retirada busca minimizar os danos já que o volume de combustível do Costa Concordia é muito grande e, sem a remoção, o perigo de o desastre ser maior aumenta”, destaca Carvalho.

Naufrágio do Costa Concordia

O cruzeiro Costa Concordia naufragou na sexta-feira, dia 13 de janeiro, após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até terça, dia 24, 16 mortes haviam sido confirmadas. Ainda há desaparecidos, e prosseguem os trabalhos de busca. O Itamaraty informou que 57 brasileiros estavam a bordo do navio, mas nenhum deles está entre as pessoas não encontradas.

O navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando houve a colisão. Houve pânico e reclamações de despreparo da tripulação. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele disse que estava no comando, mas um áudio divulgado para a imprensa, em que há uma discussão entre ele e a Guarda Costeira, indica que o capitão já estava na costa no momento do resgate.

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Mais de 90 baleias-piloto encalham na Nova Zelândia

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Fonte: Folha.com

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Equipe de resgate se esforçam para salvar as baleias encalhadas (Foto: AP Photo/Project Jonah)

Mais de 90 baleias-piloto foram encontradas encalhadas na Nova Zelândia, o terceiro fato do tipo durante este verão, informam as autoridades locais.

Os cetáceos foram descobertos na manhã desta segunda-feira por um avião que sobrevoava uma remota praia de Golden Bay, ao norte das ilhas do Sul.

O dispositivo de resgate tentou que as baleias retornassem para águas mais profundas, embora a “confusão” dos mamíferos e a maré baixa tenha impedido o resgate, disse John Mason, diretor do Departamento de Conservação (DOC) da Nova Zelândia

Cerca de 50 pessoas, dez trabalhadores do DOC e 40 voluntários, foram para a região para manter os animais com vida, enquanto se espera a alta da maré para retomar as operações de resgate.

O diretor do organismo conservacionista explicou que é “incomum” que aconteçam três eventos do mesmo tipo durante um mesmo verão.

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América Central quer combater o comércio de barbatanas de tubarão

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Fonte: G1

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Barbatanas de tubarão são vistas em comércio da cidade de Hong Kong, na China. (Foto: Aaron Tam/AFP)

Países que integram a Organização de Pesca e Aquicultura da América Central (Ospesca) divulgaram nesta segunda-feira (23) que tomarão medidas para combater a pesca de tubarões e a retirada das barbatanas, com a finalidade de proteger as espécies e evitar o comércio ilegal.

Ações preventivas serão realizadas nos 5.750 km de costa, que compreende o Mar do Caribe e o Oceano Pacífico, indicou a instituição da qual fazem parte países como Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Honduras, Costa Rica, Panamá e República Dominicana.

Segundo Mario Gonzalez, diretor da Ospesca, a primeira atitude para coibir a prática foi a proibição do corte da barbatana. Na última semana, Colômbia e Costa Rica concordaram em perseguir e punir aqueles que praticam este método. Ele explicou ainda que o foco será proteger as espécies da prática ilegal. O quilo da barbatana chega a custar U$ 200 no mercado internacional.

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Caçadores de tartarugas agora protegem os animais nos mares das Filipinas

Terça-feira, 17 de Janeiro de 2011

Fonte: Estadão

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A majestosa tartaruga marinha dos mares das Filipinas encontrou proteção nos caçadores que antes ameaçavam sua sobrevivência e que agora, arrependidos, salvam a cada ano milhares de ovos das garras dos traficantes.

“Sou um ex-criminoso, não posso descrever o que fiz de outra forma. Me arrependo por ter comido e vendido milhares de ovos de tartaruga”, disse à Agência Efe Manolo Ibias, diretor do centro de conservação Pawikan de Morong, uma localidade do litoral do Mar da China Meridional, a 200 quilômetros de Manila.

Ibias e outros 25 companheiros que também se dedicavam à caça dos ninhos patrulham diariamente a praia de Morong durante a temporada de desova, entre setembro e março, para recolher e salvar os ovos deixados por dezenas de fêmeas.

“Calculo que salvamos cerca de 47 mil animais desde que viramos protetores”, comentou.

Para prosseguir com o projeto de reconversão, Ibias e os outros ex-caçadores reivindicaram ao Governo uma ajuda para buscar um novo emprego e, após as experiências frustradas com a pesca e com um posto de gasolina, Manolo se tornou diretor do centro de conservação, financiado com dinheiro público e doações.

“Não temos um salário fixo, isso depende do número de visitantes e da necessidade de controle do local. Recolhemos ovos, patrulhamos a área, guiamos turistas e limpamos a praia para que os animais não se asfixiem com sacos plásticos”, explicou.

Até 1999, eles também percorriam a praia todas as noites, mas com o propósito de colher os ovos, muito apreciados na região e por isso mesmo valiosos no mercado negro.

“Um ovo de galinha custava 1,5 pesos (US$ 0,03) e vendíamos os de tartaruga pelo dobro desse preço”
, contou.

“Em cada ninho, uma tartaruga deixa em média 100 ovos. Se encontrávamos três ninhos, ganhávamos muito dinheiro. Hoje os ovos são vendidos por oito pesos”, destacou Ibias, de 59 anos.

Ao completarem 25 anos, estes répteis nadam milhares de quilômetros de volta à praia onde nasceram para enterrar seus ovos. A partir dessa idade, retornam ao mesmo lugar aproximadamente a cada três anos para a desova.

Suas visitas costumam durar somente o tempo necessário para enterrar os ovos 50 centímetros abaixo da areia e voltar ao mar, deixando seus descendentes à mercê de outros animais como caranguejos.

Após uma incubação de 40 a 75 dias, os filhotes quebram a casca dos ovos e percorrem a duras penas os poucos metros que os separam do mar.

“Cada animal deixa cerca de 100 ovos e desova três vezes em um período de seis meses. Pode parecer muito, mas não é. Os peixes, por exemplo, deixam milhões de ovos por temporada”
, disse Ibias.

Os funcionários do centro construíram um cercado de 45 metros quadrados ao redor de 30 ninhos, informando a data do nascimento de cada um deles.

Ibias caminha entre os ninhos com cuidado para não pisá-los, até que vê um buraco na areia: “É algum caranguejo querendo comer os ovos. Por mais que tentemos, não podemos controlar tudo”, lamentou.

Então, cava com as mãos por alguns segundos e respira aliviado ao ver que os ovos, parecidos com uma bola de ping pong, continuam intactos.

Em um pequeno tanque próximo ao cercado, três tartarugas doentes nadam tranquilamente e se aproximam dos turistas, que podem tocá-las sem nenhuma restrição.

“Esta daqui – explica Ibias apontando para um animal que inclina para frente – tem ar dentro da carapaça e não consegue nadar direito. Estamos pensando, com ajuda do nosso veterinário, em colocar um pequeno contrapeso na parte de trás para compensar o desequilíbrio”.

Apesar dos esforços, Manolo lamenta que em aldeias próximas a este santuário, os moradores continuem caçando os ovos de tartaruga.

“Fico muito triste, mas ainda há muita gente que os come sem pensar nos danos que fazem à natureza”
, concluiu.

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Parte de cargueiro encalhado na Nova Zelândia já afundou, diz governo

Terça-feira, 10 de Janeiro de 2011

Fonte: G1

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Navio que se partiu em duas partes no sábado (7) na Nova Zelândia está praticamente submerso. (Foto: Maritime New Zealand/Handout/Reuters)

Metade do navio Rena, que partiu ao meio no último fim de semana na costa da Nova Zelândia, começou a afundar no oceano nesta terça-feira (10) e restos de óleo que estavam no seu interior já aparecem na superfície junto com destroços, afirmam autoridades do país.

A popa da embarcação começou a descer para o fundo do mar na manhã de terça (hora local, madrugada no Brasil). A embarcação de bandeira liberiana havia encalhado em corais em outubro passado, o que provocou vazamento de petróleo – considerado o maior acidente ambiental da história da Nova Zelândia. A maré negra matou mais de 2 mil aves e contaminou praias da Baía de Plenty.

Segundo James Sygrove, porta-voz da autoridade marítima neozeolandesa, a frente do barco continua firme na superfície, já que está cravada no recife. Ele afirmou ainda que é grande a quantidade de madeira, plástico e outros detritos que flutuam ao redor.

Equipes de limpeza foram preparadas para limpar o óleo que é derramado e, possivelmente, poderá atingir novamente as praias. Cerca de 150 contêineres já caíram no mar, alguns carregados de leite em pó. Praias foram fechadas para impedir as pessoas de recolherem sacos de leite, que podem estar contaminados.

Quando o navio, Rena, encalhou no coral de Astrolabe no dia 5 de outubro com 1.733 mil toneladas de óleo, 350 toneladas vazaram.  O capitão e outros oficiais que comandavam o navio foram indiciados pelo acidente. Entretanto, as autoridades ambientais neozelandesas sustentam que desta vez o dano ambiental será menor.

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Expedição encontra na Antártida novas espécies no fundo do mar

Quarta-feira, 04 de Janeiro de 2012

Fonte: G1

Cientistas britânicos encontraram comunidades de espécies desconhecidas no fundo do mar próximo à Antártida, no ambiente escuro e quente que cerca as fontes hidrotermais, segundo um estudo divulgado nesta semana pela publicação científica PLoS Biology.

Uma estrela-do-mar com sete pontas, um polvo pálido e um novo tipo de caranguejo yeti foram vistos pela primeira vez em 2010 e descritos graças à ajuda de um veículo robótico que explorou a cordilheira submarina East Ridge Scotia, no fundo do Oceano Atlântico Sul, entre a Antártida e o extremo da América do Sul.

A descoberta feita por especialistas das Universidades de Oxford e Southampton, além de integrantes do Serviço Antártico Britânico (BAS), permitiu visualizar ainda novas espécies de perceves (um tipo de crustáceo) e anêmonas.

Nessa região, as fontes hidrotermais (com  temperaturas que chegam a até 383 ºC) encontram ambiente único que não recebe a luz solar, mas que é rico em certos componentes químicos.

Imagem capturada a 2,4 mil metros de profundidade do Oceano Atlântico Sul mostra nova espécie de polvo (Foto: Divulgação/Natural Environment Research Council ChEsSo)

De acordo com o professor Alex Rogers, do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, “as fontes hidrotermais são lar de animais que não são encontrados em nenhuma outra parte do planeta e que obtêm sua energia não do sol, mas de substâncias químicas como o sulfeto de hidrogênio”.

As imagens mostraram colônias enormes de uma nova espécie de caranguejo yeti, agrupadas ao redor de condutos de ventilação. A câmera também captou uma nova espécie predadora de estrela-do-mar com sete braços, que se arrasta pelos campos de perceves, além de um polvo de cor pálida não identificado, a quase 2,4 mil metros de profundidade.

“O que não encontramos é quase tão surpreendente como o que encontramos”, observou Rogers, que acrescentou que “muitos animais como os vermes, mexilhões, caranguejos e camarões, descobertos em fontes hidrotermais nos Oceanos Pacífico, Atlântico e Índico simplesmente não foram encontrados ali”.

Os cientistas consideraram que as diferenças entre os grupos de animais descobertos ao redor das fontes da Antártida e aqueles que estavam em outros lugares indicam que o Oceano Antártico pode agir como uma barreira para alguns deles.

Estrela-do-mar encontrada nas profundezas do Mar Antártico tem sete pontas (Foto: Divulgação/Natural Environment Research Council ChEsSo)

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Sea Shepherd intercepta frota baleeira japonesa com aviões não tripulados

Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Fonte: ANDA

A tripulação da Sea Shepherd interceptou e impediu a atuação da frota baleeira japonesa na véspera do Natal (24), a cerca de mil quilômetros ao norte do Santuário de Baleias da Antártica, graças ao uso de aviões não tripulados (drones).

Quando a frota foi localizada, três navios japoneses lançaram arpões contra o Steve Irwin para proteger o Nisshin Maru e permitir que o baleeiro escapasse. Desta vez, no entanto, a tática japonesa não funcionou porque os equipamentos instalados, nos navios Steve Irwin e Bob Barker, podem acompanhar e seguir o Nisshin Maru de muito longe, e retransmitir as posições de volta para o navios da ONG.

“Podemos cobrir centenas de quilômetros com esses aviões não tripulados. Esses aparelhos provaram ser muito valiosos para esta campanha. Como sempre, esta vai ser uma preseguição difícil, mas graças a estes aviões não tripulados  agora temos uma vantagem que nunca tivemos antes”, disse o Capitão Paul Watson, a bordo do Steve Irwin.

Um dos equipamentos foi doado para o Steve Irwin por duas empresas dos EUA,a Bayshore Reciclagem de New Jersey e Moran Office of Maritime e Segurança do Porto, também de Nova Jersey.

O uso de aviões não tripulados é uma maneira eficaz de interceptar o navio-fábrica japonês Nisshin Maru que embarcou desta vez com o objetivo de matar 900 baleias, sendo 935 baleias minke, 50 baleias fin e 50 baleias jubarte.

Segundo informações do capitão Watson, os navios japoneses ainda não mataram nenhuma baleia.

Os três navios da Sea Shepherd, Steve Irwin, Bob Barker e Brigitte Bardot, que são tripulados por 88 pessoas de 25 países diferentes, estão monitorando a frota japonesa.

Os navios da Sea Shepherd vão monitorar a frota até março, quando a temporada de caça às baleias está prevista para encerrar.

A Sea Shepherd Conservation Society foi fundada em 1977 e usa táticas de ação direta para proteger o habitat dos animais nos oceanos do mundo.

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Baleia é encontrada morta em Cidreira, RS

Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

Fonte: ANDA

Baleia mede quase seis metros e pesa cerca de uma tonelada e meia (Foto: Paulo Ott/Gemars, Divulgação)

Uma espécie rara de baleia foi encontrada morta no final da tarde desta terça-feira (20) em Cidreira, Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O animal, que pertence à família dos cetáceos, é conhecida como baleia-bicuda-de-Cuvier (Ziphius cavirostris). Ela já estava quase na areia quando foi localizada pelo Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars), informaram pesquisadores.

Segundo Paulo Henrique Ott, professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e pesquisador do Gemars, o animal mede quase seis metros e pesa cerca de uma tonelada e meia.

“Eu trabalho há 20 anos com pesquisa e nunca tinha visto esse animal aqui no Rio Grande do Sul. Agora poderemos conhecer um pouco mais sobre os hábitos da espécie” – afirmou.

Os pesquisadores farão uma série de análises com o animal antes de enterrá-lo na praia. De acordo com Ott, as baleias de bico, da família Ziphiidae, têm hábitos oceânicos e vivem em águas profundas e muito distantes da costa.

“Esse tipo de cetáceo é tão raro que temos poucas informações sobre ele. A partir dessa baleia, vamos tentar entender os motivos que a trouxeram até aqui”, disse Ott.

Segundo o pesquisador, o animal não estava preso a redes de pesca.

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