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Cientistas descobrem que golfinhos fazem cálculos de matemática

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

Fonte: Golfinhos no Brasil e no Mundo

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Estudo sugere que estes mamíferos marinhos podem ser mais inteligentes do que se pensava.

De acordo com a Discovery News, um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, sugere que os golfinhos utilizam diversos tipos de cálculos matemáticos para estimar a distância a que se encontram de suas presas.
A inspiração para o estudo surgiu enquanto Tim Leighton, professor de ultrassonografia e acústica subaquática, assistia a um episódio do programa Blue Planet, do Discovery Channel, durante o qual ele observou que os golfinhos liberavam bolhas de ar ao redor de cardumes antes de atacá-los, formando uma espécie de rede.
Biossonar superpoderoso
Tal técnica, caso fosse utilizada pelos sonares-padrão, geraria uma enorme quantidade de “ruído” na imagem, tornando impossível a detecção de qualquer alvo com o uso desses dispositivos. Os pesquisadores, então, decidiram examinar como os golfinhos processam os sinais emitidos por seus biossonares, descobrindo que esses animais enviam sinais com diferentes amplitudes, sendo capazes de lembrar o intervalo entre cada um deles.
Isso significa que esses mamíferos, provavelmente, são capazes de multiplicar, somar e subtrair as amplitudes dos sinais emitidos para, dessa forma, estimar a distância e a localização dos cardumes com precisão, assim como diferenciar as bolhas de ar das presas.
Além de descobrir mais uma habilidade desses animais incríveis, a novidade pode dar origem a novos tipos de sonares, capazes de distinguir objectos escondidos mesmo em águas nas quais existem muitas bolhas de ar, algo que os sonares-padrão são incapazes de fazer atualmente.

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O consumo insustentável e os oceanos à beira de uma catástrofe, por Henrique Cortez

Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

Fonte: EcoDebate

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Nos últimos dez anos a população de atuns vermelhos diminuiu 90 por cento.Um atum de 150 quilos como este é raridade. O mais nobre dos peixes foi dizimado. Só restam peixinhos ridículos. E estão ameaçados. Foto na revista ÉPOCA.

O rápido esgotamento dos estoques pesqueiros e a crescente degradação dos ecossistemas marinhos são temas que muitas pessoas já ouviram falar, mas, definitivamente, não se importam ou não se preocupam.

A acidificação dos oceanos, em razão do aumento da concentração do CO2 atmosférico, o aquecimento global e as mudanças climáticas ameaçam os ecossistemas marinhos e, diante da inação global, esta ameaça é crescente.

Como se não bastasse, a superexploração em razão do consumo insustentável, ameaçam os oceanos ainda mais rapidamente do que o aumento da concentração do CO2 atmosférico.

O relatório da FAO The State of World Fisheries and Aquaculture 2012foi bastante noticiado, inclusive aqui no EcoDebate, mas a reação foi mínima, tanto no Brasil como nos EUA e Europa.

Como em outros temas relacionados à crise ambiental global, a maioria das pessoas prefere manter-se alheia ao problema. Não questiono a opção consumista alienada destas pessoas, mas tenho o direito de discutir que isto tem um ‘preço’, a ser pago pelas próximas gerações, nossos filhos e netos.

Segundo o relatório, 30% dos peixes do mundo são superexplorados (e podem desaparecer) e outros 57% estão próximos do limite de extração sustentável.

O relatório da FAO reafirma que a pesca comercial em grande escala já captura 80% de todas espécies oceânicas além de sua capacidade máxima de reposição e que a sobrepesca continua a crescer.

A redução dos ‘estoques’ oceânicos vem sendo compensada pela piscicultura comercial, que, de acordo com o relatório, já oferta 50% dos peixes consumidos em escala global. Em 2002 a piscicultura respondia por 1/3 da oferta.

A tendência de crescimento da piscicultura parece ser uma boa notícia, na medida em que, aparentemente, reduzirá a pressão sobre os cardumes oceânicos. Parece, mas não é.

A piscicultura precisa alimentar os peixes ao máximo, no menor tempo possível, para que atinjam tamanho e peso com valor comercial. Para isto usam rações e óleos produzidos a partir de pequenas espécies como sardinha. Estas pequenas espécies, que são de fundamental importância na cadeia alimentar, também estão sob imensa pressão de sobrepesca e a piscicultura é uma das razões.

As pequenas espécies, que, aparentemente, tem pequeno valor comercial, são intensamente capturadas para produção de rações. Um terço da captura mundial de peixe é desperdiçado na produção de ração animal, sendo que as rações preparadas a partir de peixes representam 37% (31,5 milhões de toneladas) do total de peixes retirados dos oceanos a cada ano e 90 % das capturas transformam-se em farinha e óleo de peixe. Em 2002, 46% de farinha de peixe e óleo de peixe foram utilizadas como alimento para a aqüicultura (piscicultura), 24% para alimentar porcos e 22% para a alimentação de aves.

Um terço do que acaba nas redes de pesca é jogado fora – Três em cada 10 peixes são mortos por engano e são jogados de volta na água. Todos os anos, 250 mil tartarugas são mortas pelos ganchos destinados aos peixes-espada. Mais de 70% dos estoques populacionais de peixes da Europa progressivamente são empobrecidos pelo uso excessivo das redes.

Os peixes compõem uma fração importante na nossa alimentação e seu consumo continua a aumentar em escala maior do que o aumento da população humana. É um grande mercado, pouco regulado e fiscalizado, que ainda não se preocupa com a sustentabilidade.

A indústria pesqueira mundial viola o ‘Código de Conduta para a Pesca Responsável’ da ONU, de acordo com um estudo que diz que nenhum país merece nota maior do que 6,0 em gestão de pesca. Quatro das cinco nações que mais capturam peixes tiveram nota abaixo de 5,0 num total de 10,0; Brasil ficou com conceito de 3,3

Quatro dos cinco países que mais capturam peixes em áreas costeiras no mundo -China, Peru, Japão e Chile- receberam nota abaixo de 5,0 num estudo que avaliou o grau de adesão da pesca mundial a práticas pesqueiras sustentáveis. O levantamento, que analisou os 53 países que mais pescam no mundo (e respondem por 96% do que é retirado dos oceanos), concluiu que todos têm gestão pesqueira reprovável.

Um estudo recente afirmou que a pesca em pequena escala é a melhor esperança de uma pesca sustentável, porque, em tese, a pesca em pequena escala já seria suficiente para atender a demanda de recursos pesqueiros para alimentação humana. Mas não conseguiria suprir a demanda para produção de rações para alimentação animal.

Não é à toa que o bacalhau, em 20 anos, deixará de estar nas nossas mesas. Mas quem se importa com isto, desde que esteja ‘presente’ no próximo almoço de páscoa.

Aliás, todas as 61 espécies conhecidas de atum entraram para a lista de animais ameaçados de extinção. Mas, novamente, e daí?

Estes são fatos amplamente noticiados mas, nem por isto, adquiriram importância no cotidiano da maioria das pessoas.

No Brasil, o Censo da Vida Marinha divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) indica que, das 1.209 espécies de peixes catalogadas na costa e nos estuários, 32 são sobre-exploradas. O caso dos crustáceos é ainda pior: a sobrepesca afeta 10 de 27 espécies.

A indústria pesqueira atual é insustentável, para não dizer irresponsável

Um novo componente de ameaça aos ecossistemas marinhos vem do crescimento de consumo dos suplementos alimentares a base de Ômega 3, m tipo específico de gordura encontrada mais frequentemente em peixes.

Uma parte da sobrepesca visa a produção de óleos Ômega 3, mas a redução dos ‘estoques’ pesqueiros ameaçava o crescimento vertiginoso do consumo deste óleo de peixes e a industria descobriu uma nova fonte, o krill.

Mike Adams, editor do portal NaturalNews, em interessante artigo [Questioning Krill Harvesting: Why Krill Oil Isn't an Eco-Friendly or Sustainable Source of Marine Omega-3 Oils] questiona a sustentabilidade da produção de óleos Omega a partir da captura de krill.

O krill está na base da cadeia alimentar oceânica e, de acordo com o artigo, a sua biomassa sofreu uma redução de 80% nas últimas décadas. Ou seja, a indústria de óleos Ômega 3 encontrou uma ‘solução’ para a redução dos estoques pesqueiros que, ao longo do tempo, irá reduzir ainda mais estes estoques.

Mas e daí? Os óleos Ômega 3 são importantes para a saúde humana e quem se importa como foi produzido ou de onde ele vem?

Reafirmo que não questiono as opções de quem quer que seja, mas também reafirmo que temos a obrigação moral de reconhecer os impactos sociais, econômicos e ambientais destas opções.

Graças ao consumo insustentável de hoje, os que aqui estiverem em 2050 consumirão muito menos, simplemente porque haverá muito menos que consumir.

E esta será uma das consequências de nossas opções, inclusive de fazer de conta que os problemas não existem.

Henrique Cortez, henriquecortez@ecodebate.com.br
coordenador editorial do Portal EcoDebate

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Barulho no mar atrapalha comunicação entre baleias

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012

Fonte: Folha.com

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Pesquisadores afirmam que o aumento do volume de ruído embaixo d’água, criado pelo tráfego de embarcações, está envolvendo as baleias francas em uma “névoa acústica”, que dificulta sua comunicação.

A espécie do Atlântico Norte, ameaçada de extinção, usa mais a audição do que a visão. Os bichos mantêm contato entre si por meio dos sons.

Um artigo escrito por pesquisadores do governo americano e da Universidade Cornell estima que, nos últimos 50 anos, a área onde as baleias se comunicam na região de Massachusetts, nos EUA, tenha caído dois terços por causa do barulho.

Isso dificulta as atividades dos animais, como se juntar e compartilhar informações que os ajudem a achar comida, evitar predadores, se reproduzir e proteger seus filhotes.

A líder do estudo, Leila Hatch, do National Oceanic and Atmospheric Administration, comparou a situação das baleias à de uma pessoa numa festa lotada que precisa gritar ou sair do recinto para ser ouvida.

No caso das baleias, elas podem mudar a frequência ou o volume do canto, o que pode limitar a eficácia da comunicação e causar estresse nos bichos, diz Hatch.

A espécie chegou perto da extinção no século 18. Hoje restam entre 350 e 550 baleias francas do Atlântico Norte.

Para realizar o estudo, os cientistas usaram dados coletados por microfones na água na baía de Massachusetts.

Uma solução para o problema seria melhorar o design dos navios para que eles gerassem menos ruído, mas isso pode demorar muito para acontecer.

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Show de baleias em procissão encanta na Austrália

Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

Fonte: G1

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Show de baleias em procissão encanta australianos (Foto: Whale Watching Sydney)

A cada ano, australianos e turistas correm para a costa leste do país para acompanhar o espetáculo da migração das baleias-jubarte.

Essa peregrinação em busca de águas tropicais para reprodução percorre cerca de 10 mil km, em um roteiro iniciado na Antártida.

O número de baleias cruzando as águas em Sydney aumenta cerca de 10% a cada ano.

Neste ano, espera-se que 15 mil baleias passem pela costa leste da Austrália entre maio e novembro.

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(Foto: Whale Watching Sydney)

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Austrália: baleia de 30 toneladas é encontrada morta em praia

Quarta-feira, 01 de Agosto de 2012

Fonte: Terra

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Uma baleia jubarte de 30 toneladas e cerca de 10 metros de comprimento foi encontrada morta em uma piscina rochosa na costa de Newport, ao norte de Sydney, na Austrália. Autoridades desconhecem a causa da morte do mamífero, que foi levada pelas ondas para a praia.

De acordo com a imprensa local, o animal, que reuniu muitos curiosos na praia famosa entre os surfistas, foi arrastado ao local por conta do mar agitado e da maré alta na região. As informações são das agências AP e Reuters.

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