Águas do golfo da Flórida declaradas “área de desastre pesqueiro”

DA FRANCE PRESSE, EM MIAMI

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O departamento de Comércio dos Estados Unidos aprovou uma declaração de “desastre pesqueiro” na Flórida que compreende as águas do golfo do México neste Estado do sudeste americano ameaçado pelo vazamento de petróleo que se aproxima de seu litoral.

A declaração de desastre visa a proteger dos efeitos da maré negra as comunidades pesqueiras nessa região, que poderão agora ter acesso a ajuda federal para pequenas empresas.

O governador da Flórida, Charlie Crist, disse que esta declaração é uma garantia que os pescadores da região receberão proteção.

Crist reclamará da petroleira britânica BP fundos de 50 milhões de dólares para reforçar as tarefas de limpeza de águas e proteção das praias.

A Flórida tem 1.200 km de litoral no golfo do México ameaçados pelo vazamento de petróleo, e alguns dejetos se encontram a poucos quilômetros das praias de Pensacola, noroeste do Estado.

FONTE: FOLHA.COM

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Núcleo Paulista participa do TENT BEACH LOCAL MOTION SP CONTEST 2010 de Surf

Por: Carlos Alberto
Fotos: Carlos Crow (Born to Click)

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Foi realizado em Santos, São Paulo, dias 29 e 30 de maio no Quebra Mar, a 2 etapa a Seletiva Zona Norte Tent Beach Local Motion 2010, circuito aberto para surfistas de São Paulo (SP) e também do Grande ABC. A 1 etapa, Seletiva da Zona Oeste ocorreu na praia de Maresias, São Sebastião, litoral norte do Estado de São Paulo, nos dias 1 e 2 de maio.

Os esportistas empenharam-se ao máximo, as manobras foram iradas e radicais, garantindo um espetáculo fenomenal em ambas as etapas.

“Para nós é muito importante desenvolver um trabalho de educação ambiental junto aos surfistas: precisamos desmistificar a imagem que foi criada pela mídia na cabeça das pessoas sobre os tubarões. Eles não são assassinos sanguinários conforme a mídia costuma vender. Conheço mergulhadores que já estiveram no fundo do mar com sete tubarões e não foram feridos.”, afirmou Carlos Alberto Francisco, Coordenador Regional Voluntário. Nossa equipe tem atendido prontamente a todos os que visitam nossa tenda.

Todos ouviram o que os voluntários da Sea Shepherd tinham a dizer sobre os tubarões e demais animais marinhos. O retorno tem sido muito positivo.

Conforme Aggnes Franco, coordenadora de eventos do Núcleo Paulista, “Eventos como esse são estratégicos para cumprirmos nossa missão, permitindo colocar em prática diversos programas, além de estar em contato direto com a comunidade local, que deve sempre ser nossa maior aliada, principalmente considerando que a maior parte dos membros ativos do Núcleo Paulista se concentram na Capital. O Litoral paulista é imenso, e precisamos de olhos em todos os lugares. Na realidade, nós somos “servidores” dessas comunidades.”

Embaixador do MAR da Sea Shepherd Brasil

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Novamente, nosso embaixador da vida marinha, Erick Wilson, participou conosco deste evento. Foi a alegria de muitos poder ver a arte dele em quadros e camisetas. Valeu mais uma vez aí Erick, você está de parabéns!!!

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SUJEIRA NO MAR

Maresias não possuía produtos industrializados na água, tais como garrafas de água, papel de picolé, sacos de salgadinhos, palitos de espetos, enfim, produtos consumidos por humanos na beira da praia e que muitas vezes terminam dentro da água causando a morte de animais como Tartarugas, Albatrozes, Fragatas, etc…

Entretanto, em Santos no Quebra Mar a coisa já foi diferente. No costão rochoso do próprio Quebra Mar foi evidenciado a ocorrência de inúmeros sacos plásticos, palitos de espetos, garrafas dágua, e de uma Tartaruga que habitava aquela área suja. Voluntários ficaram observando sua reação por uma hora para evidenciar em que condições a mesma se encontrava, se estava alimentando-se dos plásticos na água, etc. A mesma estava em boa saúde e não comia o material derivado da sujeira humana. Retiramos o que conseguimos da sujeira do mar. Como ainda não temos um equipamento scuba, de mergulho, para podermos retirar a sujeira em maiores proporções, tanto a da superfície quanto a do fundo em locais como o Quebra Mar não pudemos retira tudo o que queríamos, mas voltaremos lá no futuro para efetuar esta limpeza.

ESTAMOS DE OLHO NO MAR

ESTAMOS DE OLHO NO MAR
Foto: Carlos Crow/Born To Click

Durante o campeonato estamos colocando em prática o programa “ESTAMOS DE OLHO NO MAR”, fiscalizando com Binóculos de longo alcance as APAs marinhas da Costa Atlântica Paulista.

Na primeira etapa em Maresias, 1 e 2 de maio, registramos a ocorrência de algumas embarcações que adentraram a área de competição aproximando-se muito da praia em total violação da legislação naval, subimos ao palanque e chamamos a atenção do capitão solicitando que o mesmo observasse as regras navais, o que prontamente foi atendido pelo mesmo, lógico que isso depois das vaias da galera que estava na praia.

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Nesta 2 etapa em Santos no Quebra Mar, 29 e 30 de maio, começamos a criar um arquivo fotográfico das embarcações de grande porte que freqüentam o porto de Santos. “Muitas destas embarcações são responsáveis por jogar muitas toneladas de água de lastro diretamente ao oceano sendo os responsáveis pelas conhecidas manchas de óleo e outros derivados nas praias paulistas, são responsáveis por diversos animais resgatados em nossa costa muitos deles doentes e sujos com detritos químicos. Esta água que equilibra as grandes embarcações fornecendo o lastro necessário para não emborcarem (virarem) deveria ser descarregada no Porto de Santos em terminais de tratamento ou em embarcações especializadas que poderiam tratá-la e posteriormente descartá-la de forma adequada no oceano.”

Em Maresias, dias 1 e 2 de maio, observamos cinco petroleiros fundeados ao largo, sendo dois cheios e dois vazios, mais algumas embarcações de grande porte junto aos mesmos.

Já em Santos o cenário é muito mais preocupante com a presença de simplesmente 30 embarcações aguardando ordem de entrada no Porto.

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A área de Maresias no Litoral Norte Paulista tem sido um problema, pois os petroleiros estão fundeando em locais onde normalmente não o fariam e a Petrobrás tem usado as poitas e bóias do terminal petrolífero de São Sebastião como ponto de espera para o Terminal de Angra, segundo nos informou uma moradora de Ilhabela por telefone. A mesma moradora nos contatou, pois afirma ter visto embarcações da Petrobrás realizando limpeza em uma mancha de óleo suspeito no sábado, dia 1 de maio, por todo o dia.

DENÚNCIAS:

Caso você tenha maiores informações sobre:
Descarte de água de lastro de forma indevida;
Derrame de Petróleo não informado pela responsável;
Atividades de Pesca Ilegal (Pesca de Parelha);
Acidentes Ambientais na Zona Costeira;

Entre em contato conosco no email:
juridicoSP@seashepherd.org.br

As demais etapas do Tent Beach Local Motion SP Contest 2010 estão programadas para acontecerem na Praia Grande, em Ubatuba, nos dias 28 e 29 de agosto, na praia de Itamambuca, em Ubatuba, nos dias 18 e 19 de setembro, e na praia de Juquehy, em São Sebastião, nos dias 6 e 7 de novembro.

AGRADECIMENTO ESPECIAL

Nós do Núcleo Paulista do ISSB gostaríamos de agradecer ao Dada, Empresário dono da Event Tools, organizador deste Circuito de Surf pela oportunidade que nos foi dada para podermos passar a mensagem em defesa da vida marinha:

DADA da EVENT TOOLS

DADÁ, OS ANIMAIS MARINHOS AGRADECEM!!! PARABÉNS!!!

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AGRADECEMOS TAMBEM AOS NOSSOS FILIADOS E VOLUNTÁRIOS SANTISTAS QUE COMPARECERAM! VALEU GALERA!!!!

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BP anuncia novo plano para conter vazamento de petróleo

Após o fracasso da operação para conter o vazamento no Golfo do México, a BP (British Petroleum) anunciou um novo plano para deter o óleo, no mesmo dia em que uma assessora de Barack Obama afirmou que a maré negra no Golfo do México é ‘provavelmente o pior desastre ambiental’ nos Estados Unidos.

“Estamos decepcionados. Não fomos capazes de controlar o fluxo do poço. O vazamento foi enorme”, declarou Bob Dudley, diretor-geral da BP à CNN, após constatar que a tentativa de injetar resíduos sólidos no poço não havia conseguido deter o escape de óleo.

A BP vai se voltar para uma solução semelhante à tampa de contenção utilizada no início de maio e que não teve êxito pela formação de cristais de gelo de gás e água.

“Se conseguirmos conter o fluxo do poço até agosto, fazendo com que não se derrame mais óleo no mar, será uma saída positiva. Além disso, se pararmos completamente o vazamento através de um poço secundário, também será uma boa notícia”, explicou Dudley.

Segundo a Casa Branca, o volume de petróleo e gás que está vazando pode crescer até 20%, enquanto são feitos esforços para controlá-lo.

O presidente Barack Obama foi informado por autoridades e discutiu os esforços da BP para instalar máquinas que serão utilizadas para cortar o cano do poço para que um aparelho de contenção possa ser usado visando levar a maior parte do petróleo e gás para um navio-tanque na superfície.

“De acordo com a BP, o corte deve começar provavelmente na segunda ou terça-feira”, disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em um comunicado.
O almirante chefe de incidentes nacionais, Thad Allen, que esta a cargo dos esforços de limpeza, afirmou que os recursos de limpeza em áreas afetadas serão triplicados.

Pelo menos 80 milhões de litros do combustível fóssil foram derramados no mar desde que o desastre começou, há cinco semanas, ameaçando com uma catástrofe ambiental e econômica centenas de quilômetros de costa nos Estados Unidos.

A maré negra do Golfo do México é “provavelmente o pior desastre ambiental que já enfrentamos neste país”, declarou Carol Browner, conselheira de Barack Obama sobre questões ambientais.

“Isso quer dizer que há mais petróleo sendo derramado no Golfo do México do que em qualquer outro momento da nossa história. E isso significa que há mais petróleo do que durante o derramamento de óleo provocado pelo naufrágio do Exxon Valdez” (no Alasca, em 1989), destacou Browner.

Os engenheiros passaram vários dias bombeando cerca de 30 mil barris de fluidos pesados através do oleoduto danificado no fundo do mar, numa tentativa extrema de reduzir a quantidade de petróleo que vazava e, em seguida, selar o buraco com concreto. Mas, no sábado, anunciou-se o fracasso da operação chamada de “Top Kill”.

Esta é a falha mais recente da BP, que, apesar de uma série de operações de alta tecnologia nas últimas semanas, tem se mostrado incapaz de conter o desastre que começou com a explosão, em 20 de abril, da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, gerenciada pela BP, e que matou 11 pessoas. A plataforma afundou dois dias depois.

A gigante de energia britânica destacou que a operação “Top Kill” era a melhor oportunidade para parar o vazamento, ao invés de perfurar um novo poço de auxílio, um processo que já começou, mas que levará mais dois meses.

Os esforços agora se concentram na remoção dos dutos danificados que estão localizados no fundo do mar, em seguida, instalar um dispositivo de contenção que pode possa deter o petróleo e, finalmente, bombeá-lo para a superfície.

A operação será realizada por robôs operados remotamente no fundo do oceano, de acordo com o anúncio dos executivos da BP, a quase 1.500 metros abaixo do local onde a plataforma submarina explodiu.

O chefe das operações da BP, Doug Suttles, disse sábado, durante uma coletiva de imprensa, que mesmo se a operação (chamada no original “Lower Marine Riser Package Cap” ou “LMRP Cap”) for bem sucedida, só poderá conter parte do petróleo que flui através da fissura, mas não sua totalidade.

O revés da operação “Top Kill” aconteceu um dia depois que Obama visitou a região pela segunda vez desde o início do derrame há 40 dias, em uma tentativa de dar um novo sentido de urgência para a resposta.

FONTE: FOLHA.COM

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BP falha mais uma vez em contenção do vazamento no golfo do México

BP EXECUTIVE

A BP falhou mais uma vez nas últimas tentativas de cessar o vazamento de óleo no golfo do México, a partir de uma técnica denominada “top kill”, o que configura o segundo fracasso ocorrido neste sábado.

O chefe de operações da BP, Doug Suttles, informou o insucesso da manobra.

Trata-se do pior vazamento da história dos Estados Unidos, que ocorre desde o dia 20 de abril e já despejou entre 18 milhões e 40 milhões de galões de óleo no golfo, segundo estimativas do governo.

Por volta de 25% da zona econômica do Golfo do México foi posta em restrição, de acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration, segundo a rede de notícias CNN.

Para efetuar o “top kill”, a BP vinha lançando uma grande quantidade de um fluido de alta densidade, composto de lama, no local do vazamento desde quarta-feira (26).

A estratégia nunca havia sido testada numa profundidade tão grande quanto a do poço no Golfo do México (1.500 metros).

A BP disse que já está preparando o próximo procedimento na tentativa de conter o vazamento. O novo plano consiste no uso de submarinos robôs junto a uma válvula de contenção.

A companhia estima que o procedimento leve quatro dias para ficar completo.

“Estamos confiantes que o trabalho vai funcionar, mas obviamente nós não podemos garantir o sucesso”, declarou Suttles sobre o novo plano.

Hoje, os engenheiros da BP (British Petroleum) falharam mais uma vez. A BP fez a terceira tentativa de conter o problema jogando uma mistura de bolas de golfe velhas, pedaços de pneus e cordas no poço de petróleo rompido.

FONTE: FOLHA.COM

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Ressaca do mar revela antigo cemitério de baleias em Santa Catarina

Após cinco ressacas que atingiram o litoral catarinense durante os meses de abril e maio, cerca de 10 carcaças de baleias apareceram na Praia Central de Garopaba, em SC. Segundo pescadores antigos, muitas famílias nem lembravam mais desses mamíferos.

Os moradores contam que muitas baleias foram mortas na localidade até a década de 1970, quando foi decretada a proibição da caça à baleia.

Hoje Garopaba é uma cidade referência para quem busca acompanhar a baleia-franca, espécie que procura nossas águas para o acasalamento e a amamentação dos filhotes que aqui nascem. As ossadas que hoje apareceram me fizeram pensar na quantidade de baleias que foram mortas aqui nas praias de Garopaba.

Algumas ossadas, foram retiradas do mar e estão sob o calçadão. Outras tantas ainda estão dentro d’água.

FONTE: ANDA

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