CITES rejeita a proposta de suspender a comercialização do Atum Vermelho
A conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (CITES) rejeitou nesta quinta-feira (18), em Doha, a proposta de Mônaco, destinada a suspender o comércio de atum vermelho no leste do Atlântico e no Mediterrâneo.
O principado de Mônaco havia proposto inscrever a espécie, de alto valor comercial, no Anexo I da CITES para proibir sua negociação internacional e proteger sua população, vítima da pesca.
O Japão, principal consumidor de “thunnus thynnus”, que se opunha à medida, recebeu amplo apoio de países em desenvolvimento.
A proposta foi rechaçada por 68 votos. Vinte participantes votaram a favor e 30 se abstiveram.
Uma proposta europeia, que previa uma futura inscrição do atum vermelho no Anexo I, também foi rejeitada por 72 votos a 43 e 24 abstenções.
Agora quem cuidará da espécie é a Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), conhecido por falhar repetidamente em estabelecer níveis aceitáveis de pesca.
Se a previsão mais pessimista é de que este resultado cause a futura extinção da espécie, a SEA SHEPHERD não permitirá que esta se perca sem lutarmos por seu direito de existir!!!
Por isso o STEVE IRWIN está zarpando dia 16 rumo à Europa para iniciar a OPERAÇÃO BLUE RAGE.
A Sea Shepherd Conservation Society pretende confrontar a pesca predatória e não vai recuar diante das ameaças e da violência por parte dos pescadores ilegais europeus. Nossas campanhas no Oceano Antártico contra baleeiros japoneses durante os últimos seis anos nos deu a experiência e a vontade de combater a violência de indústrias predatórias em qualquer lugar do mundo.
“Podemos perder um navio, mas a perda de um navio é preferível à perda do atum como uma espécie”, disse o Capitão Paul Watson. “Os navios são dispensáveis, as espécies não são.”
Com participação da ANDA
O que pensa Truda Palazzo sobre este assunto
O Brasil declarou antecipadamente abstenção, mas é consenso entre os parceiros que me informam dos movimentos em Qatar que o des-governo brasileiro fez articulação contrária, aliás em linha com o que o MRE se recusava a declarar aqui mas que era posição conhecida, a do Mi(ni)stério da pesca, CONTRA a proteção da espécie.
Uma posição pusilânime, cúmplice, safada. Mera coincidência, claro, que o Brasil preside a fracassada ICCAT, a comissão do atuim atlântico, que está levando a espécie à extinção pela sobre-explotação.
Veja como começou o debate na CITES:
1. Encontro da CITES pretende proibir a pesca do Atum do Atlântico
2. Japão é contra a inclusão do Atum Vermelho na lista de extinção