Japão é contra inclusão de atum vermelho na lista de extinção

O Japão, mundialmente conhecido por seu sashimi, deixou claro quinta-feira que pretende manter-se inflexível diante dos esforços globais para salvar o atum vermelho, espécie ameaçada de extinção. A exemplo do que acontece com as baleias, comerciantes japoneses prometeram ignorar uma proposta de interdição do comércio internacional do peixe.

A proposta, apoiada pelos EUA e pela União Europeia, será discutida a partir de sexta-feira em Doha, capital do Qatar, durante a conferência da Cites, órgão da ONU responsável por proteger espécies em extinção, e promete provocar um debate acalorado. Para proibir o comércio internacional do atum vermelho, será preciso angariar o apoio de pelo menos dois terços dos 127 países membros da Cites.

O Japão, que consome cerca de 80% do atum pescado mundialmente, diz não acreditar que a espécie esteja sob ameaça. Um único atum de 220 quilos pode valer mais de US$ 170 mil em leilões nas principais cidades japonesas.

“Compreendo que o objetivo da Cites é proteger as espécies ameaçadas, mas não acredito que o atum vermelho se enquadre nesta categoria”, declarou o porta-voz do governo japonês, Hirofumi Hirano.

Segundo dados da Cites, as reservas de atum vermelho no Mediterrâneo e no Atlântico diminuíram em 80% nas últimas quatro décadas. “Não resta outra escolha a não ser agir agora e propor a proibição do comércio internacional do atum vermelho”, declarou o comissário europeu de Meio Ambiente, Janez Potocnik.

ÂMBITO
A atuação da Cites se restringe às transações que envolvem o comércio internacional, não levando em consideração outros fatores de ameaça, nem mesmo o comércio ilegal dentro das fronteiras dos países. As espécies monitoradas pela Cites são definidas por meio de acordos entre os países membros.

“Uma parte importante da solução que estamos propondo é a adoção de um mecanismo especial para os navios de pesca artesanal”, explicou a comissária da Pesca de Portugal, Maria Damanaki. “O nosso objetivo é assegurar um futuro viável para os pescadores, o que exige a existência de uma população saudável de atum. É óbvio para todos que a pesca intensiva e indiscriminada desta espécie não é o caminho a seguir”.

Susan Lieberman, diretora do Pew Environment Group, um centro de pesquisas em Washington, garantiu que, de um modo geral, o foco da próxima conferência da Cites será sobre espécies marinhas, uma vez que as ferramentas atuais de conservação vêm se mostrando incapazes de protegê-las.

Segundo a Organização de Alimentos e Agricultura da ONU (FAO, na sigla em inglês), mais da metade de todas as unidades populacionais de peixes marinhos estão sob ameaça.

“Se as medidas que estamos propondo passarem, isso significa que a comunidade global e os governos do mundo reconhecem que é preciso regulamentar o que estamos tirando do mar”, disse Lieberman, que já foi dirigente da delegação americana para a Cites. “Se a proibição não for aprovada, será uma indicação de que a exploração dos oceanos continuará desenfreada e que a comunidade internacional não está disposta a cuidar da saúde do nosso planeta a longo prazo.”

Hisao Masuko, diretor da divisão internacional da Associação de Cooperativas de Atum do Japão, disse temer que uma proibição possa abrir a porta para uma maior regulamentação das outras oito espécies de atum.

“Hoje é o atum vermelho, mas da próxima vez poderá ser o atum-branco ou o atum-amarelo”, disse Masuko. “Nós precisamos realmente lutar contra isso”. O atum vermelho é a maior das várias espécies existentes de atum. OS maiores exemplares, já raros, podem atingir até quatro metros e cerca de 700 quilos.

FONTE: Agência Terra

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Encontro da CITES pretende proibir pesca do Atum do Atlântico

Há pouco várias redes de notícia divulgaram a informação sobre a reunião da CITES no Qatar.

Após os Estados Unidos e União Européia apoiarem abertamente as sanções contra a pesca do Atum Atlântico os japoneses entraram em desespero. A UE decidiu na quarta-feira apoiar, como os Estados Unidos, a proibição do comércio internacional do atum vermelho, o que equivaleria a interromper a pesca industrial do pescado, muito apreciado na elaboração do sushi.

Tudo leva a crer que a pesca do Atum do Atlântico será proibida por conta desta espécie estar no limiar de sua extinção. Será um duro golpe à maior economia pesqueira do planeta o Japão.

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Equipes tentam resgatar golfinhos atolados na lama

Nos Estados Unidos, em Wellfleet (perto de Boston), várias equipes de salvamento lutam contra o tempo para resgatar com vida o maior número possível de golfinhos atolados na lama junto à costa.

Nos dois últimos dias, as equipes de salvamento não têm parado. Já foram resgatados 16 golfinhos que deram à costa e ficaram presos na lama. Dois não sobreviveram.

Habitualmente, a zona é um local de excelência para a observação destes mamíferos. As razões para terem ficado presos na lama ainda não são conhecidas, mas os especialistas acreditam que os golfinhos procuravam comida.

Apesar do esforço dos voluntários, há animais que não podem ser resgatados.

Nota do Editor: Para saber mais sobre este tipo de trabalho, faça nosso curso de resgate de animais marinhos.
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FONTE: ANDA

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