Japão oferece trocar criticada caça “científica” de baleias por cota comercial

da France Presse, em Tóquio

O Japão está disposto a reduzir sua cota de caça “científica” das baleias no oceano Antártico em troca de uma autorização de pesca comercial dos cetáceos ao longo de sua costa.

A Agência de Pesca Japonesa informou que vai apresentar este compromisso na próxima reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI).

090206 Nisshin Maru hauls minke whale up its slipway

No ano passado, na reunião da CBI em Portugal, o Japão ofereceu a redução do programa de pesca no Antártico, mas pediu autorização para caçar 150 pequenas baleias de Minke ao longo de sua costa.

A CBI, que reúne 85 países e deixou a decisão para 2010, impõe uma moratória ilimitada desde 1986 que proíbe a caça comercial da baleia, proibição que a Noruega por exemplo desafia abertamente.

A organização autoriza, com cotas limitadas, a caça em nome da “pesquisa científica”, praticada sobretudo pelo Japão, com um objetivo de 1.000 baleias ao ano.

A campanha japonesa no Antártico provoca todos os anos muitas críticas internacionais.

No fim de janeiro, o grupo Sea Shepherd protestou diante do consulado japonês em São Paulo contra a caça feita pelo país de baleias, golfinhos e tubarões.

No início do mesmo mês, um barco de US$ 2 milhões que o grupo utilizava para perseguir um navio baleeiro afundou após colisão provocada pelo navio japonês.

Fonte: Folha online – ambiente

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JAPÃO quer legalizar por mais DEZ ANOS sua cota de CAÇA CIENTÍFICA!!!

5 de Fevereiro de 2010 (The Age da Austrália)

Parece que as sessões secretas do Pequeno Grupo de Apoio da Comissão Baleeira Internacional, realizadas durante os últimos três meses, estariam garantindo uma vitória dos interesses baleeiros do Japão, mediante uma proposta que incluiria a legitimidade da chamada “caça científica” de baleias nas águas do Santuário Baleeiro Austral.

De acordo com o jornal australiano The Age, a proposta de reforma aceitaria como válida a controversa “caça científica” de baleias na Antártida durante a próxima década em troca de uma pequena redução no número de animais caçados.

A proposta, de caráter confidencial até a da data de hoje, é resultado do processo de negociação do Pequeno Grupo de Trabalho da CBI que se estabeleceu em Junho de 2009 e que conta com a participação de comissários do México e Brasil como representantes dos interesses dos países latino-americanos na CBI, também conhecido como Grupo Buenos Aires.

O Ministro da Pesca do Japão, Hirota Akamatsu, havia confirmado que seu governo está estudando uma nova proposta que busca o reconhecimento internacional das operações baleeiras do Japão em Águas Internacionais.

De acordo com fontes confidenciais, países tradicionalmente conservacionistas como Nova Zelândia e Estados Unidos estariam favorecendo a proposta baleeira.

As implicações de uma aprovação apressada que beneficia uma política unilateral baleeira do Japão poderiam gerar conseqüências negativas em diversas nações que utilizam e se beneficiam social e economicamente das baleias através de métodos não letais.

Uma recente pesquisa realizada na Austrália mostrou que 94% da população se opõe às operações baleeiras do Japão e que uma alta porcentagem favorece um eventual boicote comercial a produtos de origem japonesa.

De acordo com o jornal The Age, a última rodada de negociações do Pequeno Grupo de Apoio que se reuniu a semana passada em Honolulu, Havaí (EUA), adotou uma proposta para legitimar a “caça científica” de baleias na Antártida durante os próximos dez anos.

A proposta também deve incluir alterações na forma como funciona hoje a CBI e a possível criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. No entanto, a eventual aceitação da “caça científica” em águas do Santuário de Baleias do Oceano Austral garante a eficácia de futuros santuários criados no âmbito da CBI.

Em um comunicado emitido recentemente pelo presidente da CBI, o embaixador chileno Cristián Maquieira afirma que os países do Pequeno Grupo de Trabalho “criaram um ambiente colaborativo para a gestão das operações de caça atual, reduzindo o número total de baleias capturadas anualmente.”

Maquieira deve apresentar publicamente um relatório sobre os resultados do Pequeno Grupo de Trabalho, durante uma reunião INTER-SESIONAL da CBI, a ser realizada na Flórida (E.U.A.) em março próximo.

Para Elsa Cabrera, diretora executiva do Centro de Conservação de Cetáceos do Chile, “a possível adoção de um acordo para legitimar a chamada ‘caça científica’ de baleias é inaceitável, pois representa a morte vergonhosa de uma organização multilateral – cuja missão deveria ser a adoção de políticas que representasse os interesses da maioria dos seus membros – para o nascimento de um corpo unilateral onde coação, abuso e mentiras do economicamente mais poderosos determina a utilização de um patrimônio natural que pertence a toda a humanidade”.

“No ano internacional da biodiversidade, seria lamentável que a CBI aceitasse esse questionável e negativo procedente para o direito ambiental internacional”, disse Cabrera.

Fonte: The Age, Kyodo News, CCC

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RJ – Traineira é flagrada com pesca de arrasto em APA do Pau Brasil

Ambientalista fotografa embarcação praticando modalidade proibida de pesca próximo de praia movimentada em Búzios (RJ)

Por: Lielson Tiozzo
Foto/Ilustração: Ernesto Galiotto
Publicado em: 02/2010

Uma cena lamentável e de completo desrespeito ao meio-ambiente foi flagrada pelo ambientalista Ernesto Galiotto durante a manhã do último sábado, 6. No interior da Área de Proteção Ambiental do Pau Brasil, entre Cabo Frio e Búzios (RJ), uma traineira com o apoio de outras embarcações menores passou o dia todo fazendo a pesca de arrasto, atividade proibida no local. A infração aconteceu próxima da praia de João Gonçalves, em Búzios.

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Galiotto encaminhou cerca de 150 fotos para o Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ) e também para a Capitânia dos Portos. Os órgãos agora investigam as imagens para a pronta identificação das embarcações. Quando os responsáveis forem encontrados, serão multados e terão todo o material de pesca apreendido, além de estarem sujeitos à detenção, de acordo com a “Lei da Pesca”.

O ambientalista, que é um dos responsáveis pela criação da APA do Pau Brasil, estava indignado com o fato da pesca de arrasto ser praticada a poucos metros de praias muito movimentadas durante o Verão.

“Essa pescaria causa um grande prejuízo à natureza, porque o fundo do mar acaba virando um deserto, destruindo a fauna e a flora marinha. Eu fico muito chateado com isso”, lamenta Galiotto

Segundo o ambientalista, não é a primeira vez que a mesma traineira pratica a pesca de arrasto no local. “Essa embarcação circula sempre naquela região. Já cheguei a encontrá-la de madrugada e fui ameaçado pelos tripulantes. Mas agora não teve jeito. Eu estava lá e pude fotografar”, conta.

Galiotto não conseguiu idenfiticar quais eram as espécies pescadas pela traineira. No entanto, pela proximidade das gaivotas, ele acredita que apenas peixes pequenos foram capturados, tendo em vista que as aves não se alimentam de peixes grandes enroscados nas redes.

RJ

Pesca de arrasto

A pesca de arrasto consiste no uso de grandes redes lastradas que são colocadas em partes fundas do mar. Grandes placas metálicas e rodas de borracha presas a essas redes movem-se ao longo do fundo e esmagam praticamente tudo no seu caminho.

Segundo estudos de preservação, todas as provas demonstram que as formas de vida de águas profundas são muito lentas na recuperação dos danos causados pela pesca de arrasto, demorando de dezenas a centenas de anos para se recuperar.

Fonte: Site da Revista Pesca & Cia
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