Ministros das Maldivas marcam reunião no fundo do mar por novo acordo climático
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Os ministros do governo das Maldivas estão fazendo aulas de mergulho e aprendendo a se comunicar por sinais debaixo de água em preparação para uma reunião no fundo do mar. O objetivo da reunião submersa é chamar a atenção para os perigos que o aquecimento global representa ao país.
O presidente Mohammed Nasheed vai se reunir com seus ministros a seis metros de profundidade, na costa da ilha de Girifushi, segundo uma porta-voz da Presidência, Aminath Shauna. Para chegar ao ponto de mergulho, é necessária uma viagem de 20 minutos de lancha a partir da capital, Male.
Os ministros usarão trajes de mergulho e se comunicarão por gestos. Na ocasião, eles devem assinar um documento pedindo a todos os países que cortem suas emissões de gás carbônico, dois meses antes da Conferência sobre Mudança Climática da ONU (Organização das Nações Unidas), marcada para dezembro em Copenhague, na Dinamarca.
![]()
Ministros das Maldivas fazem aula de mergulho antes de reunião no fundo do mar
“A intenção é chamar a atenção dos líderes mundiais para o problema do aquecimento global e enfatizar quão sérias são as ameaças que as as Maldivas enfrentam como resultado [da mudança climática]“, disse ela, que garantiu que Nasheed é um mergulhador certificado.
Desde que assumiu a Presidência das Maldivas no ano passado, Mohammed Nasheed vem se tornando uma importante voz internacional sobre o impacto da mudança climática no mundo. O país fica em um arquipélago de corais no oceano Índico, e a altitude média do seu território de 2,13 metros acima do nível do mar – o que o torna o país mais baixo do mundo.
É grande o medo de que a elevação do nível dos mares causada pelo aquecimento global deixe as ilhas submersas dentro de um século. Nasheed já anunciou planos de criar um fundo para comprar novas terras para a população e prometeu fazer das Maldivas a primeira nação com um nível neutro de emissões de carbono em uma década.
Em Copenhague, os países da ONU irão negociar um novo acordo climático para suceder o Protocolo de Kyoto. No entanto, países ricos e pobres não conseguem solucionar o impasse sobre as cotas de emissões de gases estufa a serem reduzidas em cada nação. Países ricos defendem grandes cortes para todos, enquanto os países mais pobres querem que as maiores reduções sejam de responsabilidade das nações industrializadas.
Nenhum Comentário
Nenhum comentário ainda.
Feed RSS dos comentários deste post TrackBack URI