Pescadores se apressam para esconder provas da matança ilegal de botos

Por Wietse Van Der Werf

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Um número crescente de carcaças mutiladas de botos-do-porto inundou as praias de Texel, leste do continente holandês, nos últimos meses. De acordo com Just van den Broek, diretor do centro de proteção marinha Ecomare, a matança pode ser atribuída às embarcações de pesca que operaram ao longo da costa holandesa durante o período do inverno.

É uma situação muito preocupante que os pescadores matem os botoss em suas redes ao invéz de cortar as redes em torno dos animais para livrá-los. Entretanto, não é novidade que essas embarcações de pesca escolham métodos mais baratos e mais fáceis para livrar os peixes da chamada “sobre pesca” a fim de proteger seus investimentos e lucros. Muitos, se não todos, escaparão da acusação porque as autoridades são relutantes em reforçar as leis e os regulamentos que protegem mamíferos marinhos.

Nos últimos três meses, mais de 100 botos-de-porto mortos apareceram nas praias holandesas, comparadas a um total de 46 em todo o ano de 2008. Aproximadamente a metade delas estavam cortadas ou mutiladas. Alguns relatórios dizem que as carcaças tiveram os intestinos cortados, aparentemente num esforço para fazer afundar mais rápido e assim esconder a evidência da atividade ilegal.

O Instituto Royal Holandês para a Pesquisa do Mar (NIOZ) tem tratado com o Ministro da Pesca e Meio Ambiente Holandês sobre a situação, e alguns órgãos da imprensa holandesa deram atenção a atividade ilegal. É claro que uma situação alarmante como esta precisa de uma resposta rápida e concisa a fim de por um ponto final nisso tudo. Os acordos internacionais assim como a lei holandesa dão oportunidades claras para a acusação dos responsáveis.

As autoridades holandesas disseram que estão tratando do problema seriedade.

Não obstante, os ativistas da Sea Shepherd e outras organizações continuarão a monitorar esta situação e a investigá-la até onde for necessário para assegurar que estas lindas criaturas ganhem a justiça que merecem.

Nota do editor:

No Brasil em Outubro de 2007, o Instituto Sea Shepherd Brasil entrou com um processo judicial contra o proprietário da embarcação responsável pelo massacre de 83 golfinhos no estado de Amapá. O pedido de indenização contra o réu Jonan Queiroz de Figueiredo, proprietário da embarcação Graça de Deus IV, é de R$ 332 mil. Em fevereiro de 2009 o Ibama/AP foi condenado pela Justiça Federal por sonegar informações sobre o caso a Sea Shepherd.

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