Sea Shepherd oferece ajuda

Esse vídeo foi postado no dia 7 de janeiro de 2009. Nele, a equipe da Sea Shepherd ofereceu ajuda para a frota japonesa, desejando unir forças para encontrar um marinheiro japonês que desapareceu. Paul Watson chegou a alegar que possui um helicóptero a bordo, aumentando a área de busca, mas os japoneses foram enfáticos e arrogantes o suficiente para negarem a ajuda. Chamaram a Sea Shepherd de eco-terrorista (!)

Algo me diz que a família do marinheiro desaparecido não acharia a oferta de ajuda um ato tão terrorista assim. Muito pelo contrário, o ego dos japoneses é tão sólido e gélido quanto os blocos de gelo, e possivelmente tragou a vida de um de seus membros. A que ponto chegaram…

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Conheça a tripulação de “terroristas”.

“As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei” do poema intitulado “Nosso Tempo” de Carlos Drummond de Andrade

Para iniciar o assunto, qualquer que seja a defesa que os japoneses façam do seu “direito” de matar baleias é MENTIROSA. Pois o suposto “direito” seria uma autorização da CBI Comissão Baleeira Internacional, uma brecha na lei, que permite caçar Baleias para pesquisa científica. Todos sabem que não é para isso que os japoneses caçam (ou tentam caçar) 1000 Baleias por ano. TODOS sabem que o Japão comercializa a carne de baleia, e a coisa é tão escancarada, que eles próprios desenvolvem campanhas defendendo seu “direito cultural” de comer carne de baleia.

Como há muito tempo eles (japoneses) batem na mesma tecla liderando uma campanha no sentido de convencer a opinião pública de que a Sea Shepherd é um grupo terrorista, vez por outra viemos a público nos defender. Alguns de nós, cansados de colocar nossos corpos entre o assassino e a vítima e vê-los ainda assim arpoar baleias ao nosso lado, vê-las sangrar debatendo-se em desespero, decidimos não mais assistir ao horroroso frenesi da morte parados empunhando cartazes. Temos desenvolvido técnicas e táticas não agressivas aos homens, mas que criam mal-estar e impedimentos econômicos a fim de barrá-los, uma vez que a estes assassinos não há apelo moral, humanitário ou ambiental que os detenha.

As “armas” que usamos são risivelmente menos agressivas que as suas. O nosso poder econômico é assustadoramente inferior. Sua propaganda é infinitamente maior que a nossa, e seus aliados são incrivelmente mais poderosos que os nossos.
Somos um grupo de voluntários que doam seu tempo para proteger a vida das espécies marinhas. E não há o que possam dizer que nos detenha deste intento.

Vamos continuar “atrapalhando” sua “missão”, até que um dia a humanidade se dê conta do quanto depende das outras criaturas da terra para sobreviver.

Neste momento estamos indo abastecer, mas em breve seguiremos perseguindo esses assassinos covardes no Sul dos Oceanos.
E, apesar de nossa determinação, desde 2002 perseguindo-os incansavelmente, nunca ferimos nenhum deles.

Não há nenhuma acusação de crime contra nós. Como disse certa vez Joseph Goebbels, se você contar uma mentira muitas vezes, e por muito tempo, então as pessoas vão começar a acreditar e, por isso, eles nos chamam de terroristas e criminosos, na tentativa de nos desmoralizarem.

Afinal, não importa se você está nestes dias a defender as baleias, levantar-se pelos direitos humanos, ou candidato a Presidente dos Estados Unidos, o truque preferido, a tática mais suja do nosso tempo é o de simplesmente chamar os seus adversários de “terroristas”.

Alguns podem se perguntar, diante de tais acusações, quem são estas pessoas acusadas de piratas radicais, criminosos e terroristas? E por que fazem o que fazem, o que os move?

Existem 40 membros na tripulação do Steve Irwin e eles vêm da Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Holanda, Grã-Bretanha, Bermudas, Suécia, Alemanha, Hungria e Japão. Eles não são pagos pelo trabalho no navio. Ao contrário, pagam da sua própria maneira ao servir a bordo do navio e sacrificaram as suas férias com suas famílias para entrar em um ambiente hostil e perigoso, no lugar mais remoto do planeta, guiados apenas pela compaixão para defender as baleias da caça ilegal.

Permitam-nos apresentar-lhes alguns deles para que vocês possam julgar se somos os monstros terroristas que os japoneses nos acusam:

Austr  lia Merryn Rendenbach 1Austrália: Merryn Redenbach (32): Médica do navio. Merryn serviu no Farley Mowat para a Campanha de Defesa às Focas, em Março e Abril de 2008, como Oficial Médica do navio e se juntou ao Steve Irwin para a Campanha de Defesa às Baleias. Merryn tem passado o tempo trabalhando com crianças desfavorecidas e com questões de direitos humanos. Ela trabalha com pediatria.

 Laura DakinBermudas: Laura Dakin (25): Chef de cozinha. Laura é a chef vegana do navio. Ela tem trabalhado como chef pessoal de Anthony Kiedis do “Red Hot Chili Peppers”. Agora trabalha como Chef no Steve Irwin, uma posição na Sea Shepherd que ela tem realizado desde 2005. Laura é filha de um Oficial da marinha australiana.

 Emily Hunter Canadá: Emily Hunter (24): contramestre. Emily é uma estudante de jornalismo na Universidade de Toronto. Ela é a filha do co-fundador do Greenpeace, Robert Hunter.

 Veronika KristoffHungria: Veronika Kristof (40): Veronika é graduada em Turismo e Hotelaria e trabalha como agente de viagens e jornalista na Hungria.

 Laurens DeGrootHolanda: Laurens De Groot (28): Auxiliar de convés. Laurens trabalhou com o departamanto de crime organizado do Roterdam e com a Força Policial de Hague. Ele também é um instrutor de auto-defesa Wing Chun Kung Fu. Além de sua paixão pela conservação, Laurens trabalhava para um centro de refugiados na Holanda, organizando atividades para crianças refugiadas de todas as partes do mundo.

 Amber PaarmanÁfrica do Sul: Paarman Amber (25): Contramestre. Amber foi criada em Cape Town. Ela tem trabalhado como contra-regra e cuidando de pessoas idosas na África do Sul e Grã-Bretanha.

Stephen RoestReino Unido: Stephen Roest (42): Auxiliar de convés. Stephen é um bem sucedido empresário de imóveis em Londres. Ele tem um Diploma de Honra da Academia de Negócios na Universidade Brighten. Tem trabalhado com o Exército da Salvação ensinando matemática aos desfavorecidos e os sem-abrigo, e alfabetizando-os. Ele também, atualmente, está se candidatando a membro do Parlamento de Twickenham para o Partido Verde Britânico.

Simon AveryReino Unido: Simon Avery (44). Simon detém um Mestrado em Biologia da Conservação da Universidade de Londres, especializando-se em Gestão de Áreas Protegidas. Simon tem trabalhado para o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA. no projeto para proteger o Condor da Califórnia, ave ameaçada, e passou 15 anos fazendo trabalho de conservação com o National Trust, RSPB RSPCA, na Grã-Bretanha, e The Nature Conservancy nos Estados Unidos.

E.U.A.: Jane Taylor (28): Oficial de Navegação. Jane serviu como Oficial de Guerra de Superfície no transporte dos navios e numa fragatas da Marinha (2002-2008). Ela é uma veterana da 2ª Guerra do Iraque, servindo no Golfo Pérsico. Jane freqüentou a Academia Naval dos EUA e é Bacharel em Oceanografia.

 Don KehoeE.U.A.: Don Kehoe Jr.: (43): Auxiliar de Convés. Don é um agente policial aposentado de Long Beach, Califórnia. Ele está atualmente trabalhando como guia de mergulho e é perito em tubarões.

Parte do texto foi traduzida, fonte: Sea Shepherd

(Tradução Livre – Suzana Pires, voluntária do ISSB)

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Colaboradores

Team

A fotógrafa e voluntária do ISSB, Suzana Pires, escreveu um texto elucidativo no qual expõe, de forma lacônica, a atual situação do conflito no Antártico. Aqui vai uma prévia:

“Todo o verão no hemisfério Sul, encontra os baleeiros japoneses caçando baleias por conta de uma autorização da CBI (Comissão Baleeira Internacional) que permite aquela país a caça de uma cota anual de 1000 baleias, para “investigação científica”. Todos os países sabem que o Japão comercializa a carne de baleia, mas poucos fazem alguma coisa para impedi-los. E todo verão no hemisfério Sul, encontra também os valorosos voluntários da Sea Shepherd defendendo as sensíveis criaturas do mar. Em anos anteriores o Greenpease também enviava algum navio para os mares da Antártida. Este ano eles não vão. A Sea Shepherd está sozinha e com apenas um navio, pois o governo canadense prendeu um dos navios da organização quando impediam a caça das focas.”

O texto na íntegra encontra-se no blog RS URGENTE. Dessa forma, a seção “COLABORADORES” estréia com este blog dedicado à política, economia, cultura e outras amenidades. Muito acessado, é capaz de expressar de forma maestral os mais recorrentes assuntos. O autor é Marco Weissheimer, Editor Chefe da revista Carta Maior , no Rio Grande do SUl.

Portanto, em nome da Sea Shepherd, muito obrigado a Marco Weissheimer, por sua vital colaboração!

Se você, leitor, tem algum texto, foto ou até vídeo promovendo a Sea Shepherd, envie-o para nós, que teremos o prazer em publicar o seu material de apoio!

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Marinheiro Japonês está desaparecido no mar

A Sea Shepherd Conservation Society uniu-se a busca do marinheiro japonês Hajime Shiraskai 30 anos do navio da Kyoshin Maru N º 2 desaparecido no mar desde segunda-feira dia 05 de janeiro de 2009.

O Steve Irwin está atualmente com a frota baleeira japonesa na posição de 62 graus 17 minutos Sul e 144 Graus 50 Minutos Ocidente.

O Capitão Paul Watson informou que a tripulação da Sea Shepherd ofereceu ajuda aos japoneses na busca pelo marinheiro desaparecido. Ajuda esta que foi recusada tendo o capitão do Yushin Maru n. º 3 alegado que não aceitaria ajuda de “eco-terroristas”.

Capitão Watson respondeu que mesmo assim a tripulação da Sea Shepherd está ajudando na busca sem interferir com os baleeiros enquanto eles estiverem nesta missão.

O Steve Irwin lançou dois barcos com tripulação ao mar e segue também fazendo buscas de helicóptero.

O Steve Irwin tem porém, tempo limitado, pois terá que seguir à Hobart na Tasmânia para reabastecer.

Fonte da informação: Sea Shepherd News

Terça-feira 6 de janeiro de 2009 – “Sea Shepherd Joins Search for Missing Japanese Whaler”

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Dia 28 de dezembro de 2008. O Steve Irwin viaja de volta para abastecer. fotos: Adam Lau / Sea Shepherd

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Navegando contra o Tempo – Sea Shepherd retorna para reabastecer!

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Para muitos o ano começa com um ritmo calmo e de descanso após uma temporada de festas e fogos de artifício serpenteado pelos ares, porém para a tripulação da Sea Shepherd, que passou as últimas semanas mergulhada num constante frenesi, o ano começou com um ritmo um “pouquinho” diferente.

Dessa vez, em nota oficial, a Sea Shepherd acaba de divulgar que o navio Steve Irwin está retornando para reabastecer. O Capitão Paul Watson esclareceu:

“Nós os mantivemos ocupados, impedimos suas atividades de caça por duas semanas, e os expulsamos das águas do território australiano. Agora precisamos retornar a terra para reabastecer. Não temos o luxo de ficar reabastecendo em alto-mar como a frota japonesa. Não temos os recursos para conduzir dois navios aqui, e não temos o apoio do Greenpeace para nos substituir. Estamos fazendo o melhor que podemos com os recursos que nos são disponíveis, e estamos tendo um impacto significativo em suas matanças.

O navio Yushin Maru #2, o primeiro baleeiro com que a Sea Shepherd se deparou nesta temporada, não tem sido visto desde 20 de dezembro. Para isso, Paul Watson aclarou dizendo:

“O Yushin Maru #2 não está com a frota, e não temos idéia de onde esteja, mas esse navio não pode matar baleias sem o navio-fábrica, Nisshin Maru”.

O Steve Irwin retornará ao porto disponível mais próximo para reabastecer, e então partirá de volta para perseguir a frota novamente o mais breve possível.
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Agora é navegar contra o tempo!

(Tradução Livre – Lucas Baptista, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil)

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