Para o sul
O Steve Irwin partiu na quarta-feira as 16 horas (hora local) dia 21 janeiro de 2009 do porto de Hobart, Tasmânia.
Hobart congratulou-se com o Steve Irwin muito calorosamente. O navio recebeu muitas doações que renovaram totalmente os estoques de alimentos. Os dólares e cheques entregues a tripulação pagaram as despesas com o cais, a pilotagem, e custos portuários.
“Não há dúvida de que os australianos adoram baleias”, disse o Capitão Paul Watson. “E nós amamos a Austrália”.
Alguns voluntários da tripulação partiram e alguns novos voluntários aderiram, dos EUA., Espanha, Dubai e Austrália.O navio segue abastecido de combustível, de 60 toneladas de água e de disposições mais do que suficientes para durar por dois meses.
A tripulação estava ansiosa para retornar ao sul do Oceano.
“Nós temos de perseguir os navios baleeiros e salvar as baleias.”, disse Emily Hunter de Toronto, Ontário, Canadá.
É uma longa jornada de volta ao local onde a frota baleeira japonesa está atualmente envolvida em sua pilhagem ilegal no Santuário das Baleias. As previsões meteorológicas são sombrias, e os ventos só fazem aumentar.
“Este não é um tempo bom para viagem”, disse Pedro Monteiro da Flórida. “Esta é uma viagem marítima para um lugar de clima sempre hostil. Nós não temos ilusões quanto ao perigo que iremos enfrentar. Porém, o fato de sabermos que estamos salvando centenas de baleias, faz o risco valer a pena.”
Capitão Paul Watson informou ao governo australiano que a Sea Shepherd estaria disposta a desistir de enfrentar a frota baleeira se a Austrália e a Nova Zelândia aceitarem o desafio de acusar o Japão de atividades ilegais nos mares protegidos da região Antártida, em um tribunal internacional.
“Nossos críticos dizem que os riscos que corremos são inaceitáveis”, disse Capitão Watson. “Eu discordo, a salvação de uma espécie é mais importante do que arriscar a vida pelo petróleo ou numa guerra por territórios. Contudo, se pudéssemos evitaríamos estes riscos. Contanto que os governos assumissem o seu papel na luta pela preservação. Assumimos esses riscos porque os governos não estão agindo responsavelmente para proteger os recursos do planeta. Se o governo da Austrália decidir agir, nós podemos voltar atrás e permitir-lhes fazer o seu trabalho. Chamando-nos de eco-vigilantes ou piratas, não nos incomoda. O que nos incomoda é não fazer nada quando todas as leis estão sendo desrespeitadas, as espécies ameaçadas e os criminosos assassinos livres para matar.”
O navio Steve Irwin da Sea Shepherd Conservation Society deve chegar na região onde estão os baleeiros em 29 janeiro. A luta continua até março.

