Lixo jogado nos oceanos está na dieta do tubarão-azul
10 de Março de 2010 @ 21:26 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Entre os anos de 1992 e 1999, o oceanógrafo Teodoro Vaske Júnior acompanhou navios de pesca ao longo da costa do Nordeste brasileiro. As embarcações utilizavam o espinhel oceânico, sistema de anzóis estendidos por uma corda de dezenas de quilômetros de extensão apoiada em boias.
Os espinhéis eram estendidos em alto-mar com iscas em seus anzóis para serem depois recolhidos com os peixes. Vaske notou que, entre os animais capturados, estavam exemplares de tubarão-azul (Prionace glauca).
O pesquisador solicitou então aos pescadores o estômago dos exemplares da espécie, órgão que costumava ser descartado por eles. O objetivo era analisar os conteúdos estomacais em laboratório.
Vaske repetiu a análise na região sul do Atlântico brasileiro entre março de 2007 e março de 2008. No total, foram examinados estômagos de 222 tubarões-azuis – 116 na costa nordestina e 106 capturados na porção sul do litoral brasileiro.
O levantamento inédito no Brasil foi publicado na revista Biota Neotropica, e, além de contribuir para aumentar o conhecimento sobre a espécie, trouxe informações sobre uma rica fauna marinha que habita águas profundas e é muito difícil de ser coletada.
– Dos estômagos dos tubarões saem verdadeiras maravilhas, como alguns animais só encontrados em grandes profundidades –, disse o pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) no Campus Experimental do Litoral Paulista, em São Vicente (SP).
Dotado de mecanismos que garantem resistência ao frio e às altas pressões, o tubarão-azul é capaz de descer cerca de 600 metros de profundidade. No entanto, a espécie prefere a faixa entre 150 e 200 metros abaixo da superfície.
– Coletar exemplares nesses níveis de profundidade seria caro e exigiria equipamentos especiais e o tubarão-azul faz esse trabalho ao se alimentar –, disse Vaske.
Entre os animais mais encontrados durante a pesquisa estão espécies de lulas do gênero Histioteuthis, que fazem migrações verticais ao longo da coluna d’água oceânica. Essas lulas foram encontradas em tubarões coletados tanto na porção nordeste como na sul do Atlântico brasileiro.
A grande diversidade da dieta do tubarão-azul foi comprovada com a ocorrência, nos estômagos dissecados, de mamíferos marinhos, cefalópodes (lulas e polvos), vários tipos de peixes e até aves.
– A descoberta de aves na dieta foi uma surpresa. Não esperávamos encontrar pombas, por exemplo, em tubarões pescados a 120 milhas da costa –, contou Vaske. Ele chegou a retirar uma pomba que havia sido recém-engolida em alto-mar, provavelmente um animal que se perdeu do continente e ao cair na água foi engolido pelo tubarão-azul. Entre as presas mais encontradas na porção sul estavam baleias Mysticeti.
Ao todo, o estudo registrou 51 diferentes espécies de animais retirados do interior dos tubarões sendo: 20 de peixes, 24 de cefalópodes, dois crustáceos e cinco espécies de outros grupos.
– Os crustáceos foram poucos porque eles são de tamanho reduzido, o que não é vantajoso energeticamente para os tubarões-azuis –, explicou.
Presente nos três grandes oceanos, Atlântico, Índico e Pacífico, além do mar Mediterrâneo, Prionace glauca é a mais abundante espécie de tubarão oceânico do planeta. Isso se deve, principalmente, à sua numerosa prole, de acordo com Vaske.
Enquanto outras espécies costumam gerar até cinco filhotes, o tubarão-azul produz entre 40 e 60 filhotes por vez. Todavia, essa característica não livrou a espécie de ser ameaçada.
O pesquisador da Unesp conta que o consumo da barbatana em países do Sudeste Asiático elevou o preço da iguaria e incentivou a pesca predatória de várias espécies de tubarão. Pesqueiros especializados costumavam decepar a barbatana e devolver as carcaças dos animais ao mar, prática que foi posteriormente proibida no Brasil.
Hoje, o tubarão-azul é catalogado como espécie “quase ameaçada” na lista vermelha da União Internacional pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. É o quinto nível da tabela antes da extinção da espécie.
O mapeamento da alimentação do tubarão-azul na costa brasileira pode ajudar a entender melhor os hábitos das suas populações do Atlântico Sul bem como estabelecer a trajetória de sua jornada para a reprodução.
A espécie perfaz um ciclo no qual percorre em sentido horário todo o Atlântico Sul aproveitando-se de correntes marinhas. O artigo de Vaske relata que a cópula é feita nas águas do litoral sul do Brasil, entre os meses de dezembro e fevereiro.
Quatro meses depois, entre abril e junho, as fêmeas ovulam e fecundam já nas águas próximas ao Nordeste. Isso ocorre porque elas têm a capacidade de armazenar o sêmen obtido no acasalamento e só liberá-lo para a fecundação posteriormente, escolhendo datas e locais favoráveis.
Do Nordeste, os grupos atravessam o Atlântico e vão maturar os embriões no Golfo da Guiné, no oeste da África, entre os meses de junho e agosto. Por fim, os novos tubarões-azuis são paridos em águas da porção sul do continente africano e sul da América do Sul até o mês de dezembro, quando o ciclo recomeça.
Durante todo esse trajeto, o tubarão-azul percorre regiões de diferentes faunas marinhas. Por esse motivo, levantar os seus hábitos alimentares também é uma maneira de conhecer e monitorar a fauna oceânica.
O trabalho de pesquisa não encontrou somente presas naturais do tubarão-azul. Catalogados como “material antropogênico” estavam produtos que não deveriam ter sido engolidos pelos tubarões, pois são fruto da poluição dos mares.
Fazem parte desse grupo itens como laranja, maçã, abacaxi, alho, cebola, batata, ossos de galinha e materiais perigosos ao peixe, como sacolas plásticas, papelão, madeira, fios, linhas de pesca e até canetas. Em 5% dos estômagos abertos havia pelo menos um anzol de pesca.
– Como são animais muito fortes, é comum tubarões pegarem iscas de espinhéis destinadas a atuns e as arrancarem com os anzóis –, disse Vaske. Em alguns estômagos, o pesquisador chegou a encontrar até dois anzóis.
O lixo jogado nos oceanos é um grande problema, de acordo com a Sea Education Association (SEA), dos Estados Unidos. Uma pesquisa feita pela instituição durante quase duas décadas mapeou boa parte da sujeira que boiava na região do mar do Caribe e no Atlântico Norte.
Com redes de coleta acopladas a barcos, os pesquisadores norte-americanos encontraram regiões com até 200 mil pedaços de detritos por quilômetro quadrado. A área de maior concentração de lixo no Atlântico Norte, de acordo com a pesquisa, está entre os paralelos 22º e 38º, para onde as correntes marinhas levam a sujeira.
Ao anunciar esses resultados no Ocean Sciences Meeting, realizado entre os dias 22 e 26 de fevereiro em Portland, Estados Unidos, a pesquisadora da SEA, Karen Lavender Law, afirmou que a extensão dos impactos ao ambiente marinho de tanto lixo ainda é desconhecida. No entanto, já se sabe que objetos de plástico têm sido engolidos por muitos animais e prejudicado especialmente as aves marinhas.
FONTES: Jornal Correio do Brasil com Agência Fapesp - de São Paulo
Recado do Editor:
Quer nos ajudar a acabar com os plásticos no oceano? DEsenvolva campanhas de limpeza e conscientização nas praias, nós podemos capacitar seu pessoal para isto. Pergunte-nos como!!!

O Brasil Precisa Apoiar a Proteção da CITES aos Tubarões
9 de Março de 2010 @ 18:30 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Sua Ajuda é Importante!
Na próxima semana, a Convenção CITES, que determina restrições ao comércio internacional de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, estará considerando incluir, entre as espécies sob sua proteção, oito espécies de tubarões ocorrentes no litoral brasileiro. As propostas podem ser vistas em http://www.cites.org/eng/cop/15/prop/index.shtml
São elas:
Carcharhinus longimanus – Tubarão-galha-branca oceânico – Na Lista Vermelha da IUCN e na Lista do IBAMA
Carcharhinus obscurus – Cação-fidalgo – Na Lista Vermelha da IUCN
Carcharhinus plumbeus – Cação-galhudo – Na Lista Vermelha da IUCN
Lamna nasus – Cação-marracho – Na Lista Vermelha da IUCN
Sphyrna lewini – Tubarão-martelo-de-ponta-preta – Na Lista Vermelha da IUCN e na Lista do IBAMA
Sphyrna mokarran – Tubarão-martelo-grande
Sphyrna zygaena – Tubarão-martelo – Na Lista Vermelha da IUCN e na Lista do IBAMA
Squalus acanthias – Cação-espinho – Na Lista Vermelha da IUCN
As tentativas de saber qual a posição que o governo brasileiro vai levar à CITES sobre estas espécies têm sido infrutíferas. Fontes no Ministério do Meio Ambiente (MMA) dizem que a posição deles é a favor, mas que o Ministério da Relações Exteriores (MRE) se recusa a tomar posição em função de pressões do Ministério da Pesca. Ainda dá tempo de pressionar o MRE, mostrando a posição da parcela da sociedade brasileira preocupada com as questões ambientais.
100 milhões de tubarões são mortos todo ano só pra virar sopa de barbatana.
l A pesca para obtenção das barbatanas de tubarão é uma ação predatória progressiva, constante e silenciosa.
l É insustentável e ameaça a sobrevivência dos tubarões.
l A conscientização dos consumidores pode contribuir para a queda no consumo, na demanda e no comércio.
l Se nada for feito, dezenas de espécies estarão extintas nas próximas décadas.
l Os tubarões exercem um papel crucial na manutenção da saúde e do equilíbrio da vida nos mares.
l Sem esses guardiões dos mares, teremos um ambiente marinho doente e frágil.
l Os decorrentes desequilíbrios nos ecossistemas marinhos serão imprevisíveis e catastróficos.
43% das espécies de tubarões em nosso litoral já estão ameaçadas de extinção!
SE VOCÊ NÃO CONSUMIR, ELES NÃO MATAM !
Nós SEA SHEPHERDS solicitamos a todos que se preocupam com o meio ambiente marinho que enviem um e-mail à Divisão do Meio Ambiente – DEMA do Ministério das Relações Exteriores, que é quem coordena nossa delegação na CITES, requerendo o seguinte:
Solicite o APOIO INTEGRAL DO BRASIL às propostas de inclusões das espécies de tubarão nas restrições de comércio internacional da CITES.
Envie um email para eles:
Assunto: DEMA / CITES
Para: dema@mre.gov.br
À Divisão do Meio Ambiente – DEMA do Ministério das Relações Exteriores.
Prezados Senhores,
Na próxima semana, a Convenção CITES estará considerando incluir, entre as espécies sob sua proteção, oito espécies de tubarões ocorrentes no litoral brasileiro que estão na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção da IUCN e na lista de Espécies Ameaçadas ou Sobre-explotadas do IBAMA.
Quero aqui manifestar, como cidadão brasileiro meu APOIO INTEGRAL às propostas de inclusões das espécies de tubarão nas restrições de comércio internacional da CITES.

Steve Irwin e Bob Barker se encontram no porto de Hobart, Tasmânia.
8 de Março de 2010 @ 18:39 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Data:06-03-2010
Escrito por: Barbara Veiga - A bordo do Steve Irwin
Chegamos na Austrália oficialmente!
Às 8hs da manhã o piloto já estava a bordo e nos direcionamos ao porto de Hobart para fazer a entrada oficial na Austrália. Veleiros e pequenos barcos de motor nos seguia, um deles até com a bandeira “Jolly Roger” no mastro, demonstrando afinidade e respeito ao trabalho da Organização.
Foi estranho quando vi policiais vindo a bordo para fazer investigação no navio com o fim de encontrar provas do que fizemos na Antártida. Fui obrigada a entregar meu material fotográfico que será usado no processo de investigação… o computador do Capitão Paul foi completamente aberto e até mesmo as suas poesias foram copiadas.
Ficamos presos dentro do navio por 4 horas e não podíamos nem ficar em nossos camarotes; tivemos que passar a manhã no “messroom”/ sala de jantar junto a sala de TV.
Um advogado local veio nos acudir, deixando claro que não precisamos responder a nenhuma pergunta se não nos sentimos confortáveis para tal. Finalmente nenhum camarote foi investigado pelos policiais.
Meu primeiro paço em terra foi um pouco estranho, tenho de confessar.
É sempre um pouco difícil para mim voltar a me acostumar com o barulho, o trânsito, olhar os sinais e atravessar as ruas… as regras da vida na civilização. O lado bom, foi que tive meu primeiro sorvete em meses, uma bola de “blueberry” e outra de chocolate… nunca foi tão bom tomar sorvete olhando as vitrines das livrarias.
Voltei ao Steve Irwin quando vi o Bob Barker se aproximar. Fotografei a chegada no outro navio da organização e o número de voluntários locais foi aumentando. Estavam todos eurfóricos por nossa vitória, pelas semanas em que ficamos atrás da frota japonesa e nenhuma baleia foi morta. Para nós parecia normal. Tinhamos uma meta e fomos lá cumpri-la. Porém para os que ficaram em terra, nossa atividade foi símbolo de que somos “guerreiros” e temos atitude… foi emocionante. São nesses momentos que me lembro da importância de estar trabalhando na causa verde.
Deixei o jantar vegano do navio para ir a um restaurante mexicano em frente do porto. Eu sinto uma falta enorme de tacos e adoro comida mexicana…. Laura já apresenta melhora no seu dedo machucado, mas vai desembarcar dentro de alguns dias, só voltando a bordo quando chegarmos em Nova Iorque. Sentirei saudades! Nicola ira substituí-la como cozinheira-chefe na travessia e quando pararmos em Galápagos e Panamá.
Amanhã o capitão Paul participará de uma conferência e naturalmente estarei lá para fotografá-lo. A campanha está perto do fim, mas temos muito acontecendo.
Bob Barker abrirá o navio para visita dentro de alguns dias, ficando na Austrália por tempo indeterminado para reparos no navio, enquanto o Steve Irwin parte dentro de alguns dias.
Um helicóptero da mídia local e barcos nos seguiram desde a ancoragem até o porto, celebrando nossa chegada.
Os dois navios reunidos novamente: Bob Barker & Steve Irwin.
Bob Barker chegou às 14hs e o senador Bob Brown veio nos prestigiar no porto de Hobart, em Salamanca. O reencontro foi emocionante depois da longa campanha que foi a Waltzing Matilda!

THE COVE vence o OSCAR de melhor documentário longa metragem!!!
8 de Março de 2010 @ 14:07 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | 2 Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Dia 7 de março a academia nos EUA premiou com o OSCAR de melhor documentário longa metragem o filme THE COVE (A Enseada).
Finalmente teremos uma exposição massacrante do que é feito as escuras em TAIJI no Japão!
Para os que pensavam que The cove não tinha chance se deram mau.
Foi ótima a receptividade dos artistas ao elenco de produtores que subiram ao palco para receber a Estatueta do OSCAR. Muitos os aplaudiram de pé.
Parabéns aos criadores da idéia, Ric O’Barry, Louie Psihoyos e Jim clark.
Agora é a hora de assistirmos ao documentário e espalhar o que acontece em TAIJI, Japão, todos os anos, onde 23000 golfinhos perdem suas vidas.
Se sua cidade não tem um cinema passando o documentário, cobre deles, afinal THE COVE é ganhador do OSCAR. Agora é muito importante informar as pessoas! Diga que será uma atitude ambientalmente correta! Diga que dará exposição na mídia local. Convide repórteres para a exibição. Com certeza irão depois contatar o consulado do Japão de sua região e este com certeza irá fazer a mesma coisa que o de São Paulo fez quando voluntários fizeram um ato em sua porta e denunciaram o massacre de Baleias e Golfinhos no Japão e fora dele. Conforme a Folha Online relatou, quando o consulado foi procurado pela mesma para comentar as acusações, o consulado afirmou apenas que está ciente do ato, que durou mais de seis horas, mas não quis manifestar nenhuma posição a respeito.
QUEM CALA CONSENTE!!!
EXIJA QUE OS CINEMAS DE SUA REGIÃO PASSEM O DOCUMENTÁRIO!!!
TRAILER

Cidade japonesa critica documentário The Cove, vencedor do Oscar
8 de Março de 2010 @ 14:04 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
O prefeito da cidade japonesa de Taiji, Kazutaka Sangen, onde foi filmado “The Cove”, vencedor do Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, pediu hoje “respeito” à sua cultura e criticou que o filme apresenta dados não-comprovados “como se fossem reais”.
“The Cove”, dirigido pelo americano Louie Psihoyos, aborda o sangrento massacre de golfinhos em Taiji, cidade litorânea de 3,5 mil habitantes onde os pescadores alegam que a caça desses mamíferos é uma “tradição centenária”.
“A pesca na cidade de Taiji é realizada de acordo com a lei e com a permissão da província de Wakayama (centro do Japão). Portanto, não é um ato ilegal”, ressaltou Kazutaka Sangen. “É lamentável que em algumas cenas do documentário se apresentem fatos como se fossem reais, sem que tenham sido estudados cientificamente”, acrescentou.
Sangen pediu “respeito” a todas as culturas alimentícias e lembrou que o consumo de carne de golfinho “se baseia em uma tradição de muitos anos”.
Um porta-voz da Prefeitura indicou que o prêmio ao documentário colocou a cidade no centro das atenções. “Este era um lugar muito tranquilo, mas temo agora que isso possa mudar”, ressaltou.
FONTE: ANDA

Tensão entre Japão e Austrália marca reunião da Comissão Baleeira
6 de Março de 2010 @ 17:26 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
A Comissão Baleeira Internacional iniciou, nesta terça-feira (3), uma reunião na Flórida (sudeste dos Estados Unidos), tendo como pano de fundo a polêmica entre japoneses - fervorosos defensores da caça “científica” - e os australianos, que querem proibi-la.
Como prelúdio do encontro da CBI, a portas fechadas, as tensões entre os dois países com litoral no Oceano Pacífico foram crescendo nas últimas semanas, especialmente após o anúncio por parte do Japão de que pediria a retomada da caça comercial do cetáceo.
O anúncio japonês, feito poucas horas antes do encontro, provavelmente exacerbará as divergências.
Desde 1986 a CBI impõe uma moratória ilimitada que prescreve a caça comercial de baleias. No entanto, a organização autoriza, segundo cotas precisas, a caça com “fins científicos” praticada sobretudo no Japão.
Noruega e Islândia, no entanto, se negam a cumprir a moratória da CBI e continuam caçando com fins comerciais. Desde a adoção da moratória, 24 anos atrás, Noruega, Islândia e Japão mataram 30.000 baleias.
Os participantes da reunião celebrada em St. Pete Beach, balneário da costa da Flórida, devem se pronunciar sobre um projeto de compromisso que autorizaria o Japão a continuar a caça “científica”, mas sob um controle estrito e aceitando uma redução drástica da quantidade de cetáceos caçados.
Segundo este projeto, os navios seriam monitorados por sistemas de vigilância via satélite e seriam feitas análises de DNA em amostras de carne de baleia, frequentemente vendida no Japão em restaurantes, para detectar a pesca ilegal.
Em contrapartida, a proposta da CBI instauraria uma espécie de santuário baleeiro no Atlântico Sul, em uma área onde os países com litoral, como a África do Sul e o Brasil, se opõem à caça de baleias.
O presidente da Comissão Baleeira Internacional, Cristian Maquieira (Chile), vê no projeto uma mudança substancial, argumentando que a manutenção do ’status quo’ atual “não é factível”.
A reunião desta terça-feira não tem o poder de aprovar formalmente o compromisso. Para tal, será preciso esperar o encontro anual da CBI, em junho, no Marrocos.
Entre os que se opõem à proposta está a Austrália. A Sea Shepherd e outras ONGs condenaram o projeto apresentado pela Comissão Baleeira Internacional.
Falta ainda conhecer a decisão americana. O governo Obama é contrário à pesca da baleia, mas ainda não se pronunciou sobre a proposta da CBI.
Pro-conservação: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Alemanha, México, Holanda, Nova Zelândia, SUécia, Peru, Reino Unido e Estados Unidos.
A favor da caça: Antigua e Barbuda, Benin, Camboja, Camarões, Costa do Marfim, Islândia, Japão, Coreia, Noruega, Palau, Santa Lúcia e São Cristovão e Nevis.
Em cima do muro: Dinamarca
São necessários 3/4 dos votos para se aprovar algo na CBI.

Celebridades pedem o fechamento de parques aquáticos
5 de Março de 2010 @ 13:09 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Raquel Soldera (ANDA)
Esta semana, além de Bob Barker, Matt Damon e outras celebridades estão pronunciando-se a favor do fechamento do parque aquático SeaWorld, nos Estados Unidos, após a morte de mais um treinador de orcas na última quarta-feira (24).
“Eu acho que todos (os parques aquáticos) deveriam fechar. Nunca fui fã de lugares como estes”, disse Matt Damon.
Outras celebridades deixaram mensagens semelhantes em redes sociais, como Twitter e Facebook.
Nick Cannon, apresentador do show de talentos americano “America’s Got Talent”, disse: “”Baleia assassina mata novamente no Sea World! As pessoas precisam parar de brincar com os animais e com o termo assassino”.
Laz Alonso, ator do filme Avatar, escreveu 20 vezes em seu Twitter, pedindo a libertação de animais marinhos presos em parques aquáticos.
Ele escreveu: “Orcas não devem ficar presas em cativeiro, pulando apenas para um divertimento egoísta dos humanos” e “Deus colocou as baleias na terra para nadar livremente, e não comerem peixe em troca de saltos para divertir as crianças”. Ele também escreveu: “Nós podemos aproveitar a natureza sem incomodar, controlar, capturar e confinar em espaços pequenos aqueles que nasceram para a liberdade”.
Fonte: ANDA

Estudo revela sofrimento de golfinhos mantidos em cativeiro
4 de Março de 2010 @ 12:38 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Por Stephanie Feldstein
Traduzido por Giovanna Chinellato (ANDA)
A morte da treinadora do SeaWorld na semana passada levantou diversas questões a respeito da imoralidade de se manter orcas em parques marinhos. Bem, para alguns… Enquanto ativistas pelos animais pedem mudanças no SeaWorld, o parque decidiu que o show deve continuar.
Mas as orcas não são os únicos frustrados. Lori Marino, uma neurocientista da Emory University, em Atlanta, nos Estados Unidos, vem pesquisando a inteligência dos golfinhos, e disse que parques aquáticos e outras atrações turísticas que utilizam animais em cativeiro precisam ser repensados.
Marino descobriu que golfinhos têm o cérebro extremamente complexo, incluindo uma expansão do volume neocortical, que é mais evoluída que o nosso. Isso põe em jogo a “superioridade” da inteligência humana.
“Golfinhos são sofisticados, conscientes de si mesmos, seres extremamente inteligentes, com personalidades individuais, autonomia e uma vida interior” , diz Marino. “Eles são vulneráveis a sofrimentos tremendos e traumas psicológicos”. O que, ela indica, é provavelmente um efeito colateral por ter sido capturado e mantido confinado para entretenimento.
Enquanto o mundo científico está contemplando a ética de como tratamos nossos camaradas intelectuais do oceano, estão também descobrindo que golfinhos e humanos tem semelhanças fisiológicas. Eles descobriram que um golfinho pode ser afetado por diversas doenças humanas, incluindo exposição a elementos químicos no ambiente, diabetes, epilepsia, e certos vírus antes tidos como exclusivamente dos humanos.

The Cove que concorre ao oscar dia 7 de março
Ambas descobertas da relação entre golfinhos e humanos têm sido compartilhadas no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, e esperamos que neurocientistas e pesquisadores de doenças continuem a dialogar sobre o assunto, porque é a única coisa que fará as atenções se voltarem à saúde dos oceanos e como isso afeta a saúde humana.
No entanto, as semelhanças entre animais e seres humanos descobertas não podem ser usadas para usar os animais para testes.
Nós devíamos aprender mais sobre o que está afetando os golfinhos, para podermos protegê-los melhor em liberdade, e o interesse humano em se auto-preservar pode tornar isso se tornar realidade. Mas como os estudos de Marino mostram, proteger os animais também significa não colocá-los sob o trauma de serem utilizados em entretenimento, atrações turísticas, ou objetos de testes.
A pergunta que resta é: se fossem eles os portadores de polegares opositores e arpões, como estariam nos tratando?
FONTE: ANDA

ONGs DA AMÉRICA LATINA REJEITAM VOLTA DA CAÇA À BALEIA
3 de Março de 2010 @ 13:47 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Reunião nos Estados Unidos debate legalização da matança; posição do Brasil e países latinos pode ser decisiva.
St. Pete´s Beach, Flórida, EUA, 02 de março
As organizações não-governamentais latino-americanas presentes à reunião extraordinária da Comissão Internacional da Baleia que discute uma proposta de “acordo” com o Japão e países baleeiros para legalizar a caça dos cetáceos em águas internacionais, mandaram hoje um recado duro aos delegados de governo que integram a CIB: a proposta é um retrocesso ambiental que será combatida vigorosamente pela sociedade civil.
A proposta, apresentada pelo Presidente da CIB, o embaixador chileno Cristian Maquieira, legalizaria como caça comercial e por pelo menos mais dez anosa atual ”caça científica” praticada pelo Japão dentro do Santuário de Baleias da Antártida, estabelecido pela própria CIB; concederia novas cotas de caça para o Japão em suas águas costeiras; reconheceria a caça comercial de Islândia e Noruega como legais e regulares, e na prática revogaria a moratória da caça comercial de baleias em vigor desde 1986.
Representando ONGs da Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala e Nicarágua, em uma declaração contundente, a Diretora do Instituto de Conservação de Baleias argentino, Roxana Schteinbarg, disse que as ONGs da região estão escandalizadas com a proposta, que põe os interesses dos baleeiros japoneses acima dos da imensa maioria das comunidades costeiras do Hemisfério Sul, muitas das quais já se beneficiam da recuperação recente das grandes baleias através do turismo de observação.
“Ainda que se entenda que determinados países queiram continuar a caçar em suas águas”, disse Schteinbarg, “é absolutamente inaceitável que países continuem praticando a matança pelágica no Hemisfério Sul contrário à vontade de todos os países da região, que não caçam baleias e as manejam exclusivamente para usos não-letais”.
A Diretora do Centro de Conservação Cetácea – CCC-Chile, Elsa Cabrera, disse que “a proposta apresenta inúmeras falhas e não garante a efetiva conservação dos cetáceos no plano global. Esperamos que os governos da região trabalhem de forma coordenada para que nossa cidadania possa ser adequadamente representada em seus interesses junto à Comissão.”
José Truda Palazzo Jr, ex-Comissário do Brasil na CIB e um dos delegados mais antigos na Comissão após 27 anos de atuação, reforçou como representante do CCC-Brasil sua preocupação de que o Brasil deve manter sua liderança contra a caça. “O novo representante do Brasil na CIB, Ministro Fábio Pitaluga, reiterou aqui que nosso país é contrário à continuidade da matança japonesa no hemisfério sul sob a desculpa de ‘caça científica’. Logo, esperamos que o Brasil continue ativo para impedir que qualquer acordo espúrio seja aprovado. Foi proposto, como ”esmola” para atrair os países latinos, a aprovação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul, pelo que estamos lutando há anos. Mas como coordenador original da proposta do Santuário, prefiro que ele não seja aprovado a deixar que o Santuário Antártico seja violado com endosso da Comissão em troca; se isso acontecer, o novo Santuário será ‘de mentirinha’, apenas para fingir que se fez algo de bom. Não podemos ser cúmplices dessa bandalheira e o Brasil tem de ajudar a levantar os demais países latinos contra esse absurdo.” O bloco latino-americano, aliado à Austrália, que mantém uma posição francamente contra a continuidade da caça, controla votos suficientes para impedir a aprovação de medidas como as propostas.
No momento, apenas três países seguem caçando baleias em descumprimento à moratória da CIB. O Japão é o pior caso, com a continuidade de sua caça dita científica’ na Antártida, explorando uma brecha no texto da Convenção baleeira de 1946, além da matança de dezenas de milhares de golfinhos em suas próprias águas anualmente. Noruega e Islândia mantém uma caça anual de algumas centenas de baleias em suas próprias águas, arguindo uma objeção legal à moratória. As ONGs presentes à reunião de St. Pete´s são unânimes em sua preocupação de que endossar a caça desses três países e conceder-lhes cotas legais de caça para os próximos dez anos daria novo impulso a uma atividade preedatória hoje moribunda, que só sobrevive graças a enormes subsídios governamentais.
A CIB seguirá debatendo o assunto visando tomar uma decisão definitiva em sua Reunião Anual Plenária, que deverá acontecer no Marrocos em junho próximo.

Bob Barker pede a libertação de animais mantidos no parque SeaWorld
3 de Março de 2010 @ 13:45 - Piratas do BemArquivado sob Sem Categoria | Sem Comentários | Link desta publicação | Enviar por e-mail
Por Raquel Soldera (ANDA)
Após a morte de mais um treinador de orcas na última quarta-feira (24), o ator, apresentador e defensor dos animais Bob Barker, emitiu um apelo ao SeaWorld para enviar a orca Tillikum e os demais animais marinhos presos no parque a santuários, onde possam ter uma vida mais digna, longe das apresentações.
“Os mais inteligentes e sociais animais marinhos, mantidos lamentavelmente em tanques pequenos no SeaWorld, têm negado tudo o que é natural e importante para eles. No seu habitat natural, nadam até 100 quilômetros por dia em mar aberto, mas os golfinhos e orcas capturados estão confinados a pequenos tanques”.
“Alguns desses animais foram capturados violentamente de seu habitat, muitos são obrigados a aprender truques repetitivos, e a retenção de alimentos e o isolamento dos animais que se recusam a realizar os truques são os métodos de treinamento mais comuns”.
“A única coisa que as pessoas aprendem ao visitar um parque temático como o SeaWorld é que a vida dos animais se torna miserável nesses lugares”.
Concordamos com o Bob Barker, e acreditamos que parques como o SeaWorld devem considerar seriamente fechar suas portas.
Como evidenciado aqui, nada de bom pode acontecer, mantendo estes magníficos animais como reféns de atrações turísticas.
Fonte: ANDA

Instituto SEA SHEPHERD Brasil. | http://blog.seashepherd.org.br






