COMUNICADO DE IMPRENSA SEA SHEPHERD

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

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Comunicação URGENTE a todos os seguidores da Sea Shepherd !


Ajudem a evitar a extradição do Capt. Paul Watson para a Costa Rica.

Segundo as ultimas notícias, as autoridades alemãs decidiram proceder a extradição do Capt. Paul Watson para a Costa Rica.

Nossa última esperança de salvar o Capt. Paul Watson de sua extradição é convencer as autoridades do Ministério de Justiça Alemão para que dêem um passo à frente e anulem sua decisão.

Mostre seu apoio ao Capt. Watson entrando em contato com Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, a Ministra Federal de Justiça em Berlín, Alemanha.
Ela precisa saber que a ordem de prisão para deter p Capt. Paul Watson tem motivações políticas e, portanto, deve ser ignorada pelo Governo Alemão.

Com o apoio internacional podemos conseguir a liberdade para o Capt. Paul Watson e deixá-lo longe da possibilidade de enfrentar um julgamento injusto na Costa Rica.

Por favor , contatem com:

Sabine Leutheusser-Schnarrenberger
Ministra Federal de Justice
Deutscher Bundestag
Platz der Republik
11011 Berlin
Telefone 030 – 227 751 62
Fax 030 – 227 764 02

E-Mail: sabine.leutheusser-schnarrenberger@bundestag.de
Facebook: https://www.facebook.com/BMJustiz/info

Ministerio Federal de Justice
Mohrenstrasse 37
10117 Berlin, Germany
Telefone: +49 (030) 18 580-0
Telefax: +49 (030) 18 580-9525

Envie este simples texto abaixo:

Dear Ms Leutheusser-Schnarrenberger,

I was very concerned to hear that Germany has detained Sea Shepherd’s Captain Paul Watson for possible extradition to Costa Rica. I understand that the warrant for Captain Watson’s arrest is politically motivated and possibly due to an incident in which Sea Shepherd uncovered an illegal shark finning operation.

I support Sea Shepherd’s efforts to monitor and publicise illegal fishing and whaling around the world and recognize that some illegal fishing operations try to use international law to shut down the Sea Shepherd operations.

I urge you to consider the valuable work Captain Watson and Sea Shepherd are undertaking globally to highlight the dangers to our oceans in considering this extradition request.

Sincerely,

Seu nome..

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Atualização sobre a prisão do Capitão Watson: segundo dia sob custódia

Terça-feira, 15 de Maio de 2012

Fonte: Sea Shepherd Brasil

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Capitão Paul Watson defende as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, enquanto o navio-fábrica japonês, Nisshin Maru, esconde-se nas proximidades. Foto: Barbara Veiga

O Capitão Watson permanece sob custódia das autoridades alemães nesta segunda, 14 de maio. Um juíz alemão da corte de Frankfurt se recusa a libertá-lo, ao invés disto alega que a corte alemã gostaria de confirmar que a Costa Rica quer a extradição para seu país. Os conselheiros legais alemães representando Paul Watson são: Oliver Wallasch e Alexander Gruner. Colaboradores da Sea Shepherd continuam correndo contra o tempo na Europa e América Latina para determinar as verdadeiras razões por trás do mandado.

O mandado para a prisão do Capitão Paul Watson foi emitido na Costa Rica em outubro de 2011, curiosamente, quando o Instituto de Pesquisa de Cetáceos arquivou seu processo civil contra a Sea Shepherd Conservation Society nos Estados Unidos. A pergunta permanece: o que fez a Costa Rica emitir um mandado de prisão para o Capitão Paul Watson em outubro de 2011?

A INTERPOL publicou uma nota em seu website dizendo que não emitirão um alerta vermelho de busca e apreensão ao Capitão Watson, porque seu escritório de processos jurídicos não está satisfeito com o pedido da Costa Rica, e que o mesmo não está em conformidade com as constituições e regras da INTERPOL. Esperançosamente, as cortes alemãs chegarão a mesma conclusão e libertarão o Capitão Watson.

Enquanto a Sea Shepherd se torna cada vez mais eficaz em proteger globalmente animais selvagens marinhos, os inimigos dos oceanos estão usando todos seus recursos para parar-nos. Atualmente, a Sea Shepherd está sob o ataque legal de todas as partes do globo, e cada caso representa a biodiversidade que nós nos esforçamos para proteger. No Reino Unido, a Sea Shepherd está atualmente respondendo um processo proposto pelos agentes de pescado Fish & Fish, a respeito do atum-azul. Nos Estados Unidos, nós respondemos um processo civil proposto pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos a respeito das atividades anti-baleeiras no Oceano Antártico, e agora, com a detenção do Capitão Watson na Alemanha (através da autorização de apreensão da Costa Rica), nós acreditamos na vitória para a Sea Shepherd contra o finning nos mares.

Não importa o país nem o sistema jurídico, o Capitão Paul Watson não se intimidará e não irá parar até que a vida marinha e os ecossistemas tenham a proteção que merecem.

Traduzido por Aline Louali, Diretora de Vídeos e Tradutora Voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

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Ibama apreende toneladas de barbatanas de tubarão ilegais no PA

Sexta-feira, 04 de Maio de 2012

Fonte: G1

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Ibama apreende 7,7 toneladas de barbatanas de tubarão em Belém, PA (Foto: Divulgação/Ibama)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu quase 8 toneladas de barbatanas de tubarão em uma empresa de beneficiamento e exportação de pescado no Distrito Industrial de Tapanã, em Belém(PA), nesta sexta-feira (04). Segundo o Ibama, a exportadora enviaria as barbatanas para a China.

A empresa foi embargada e multada em R$ 2,7 milhões, por utilizar recursos ambientais em desacordo com as normas legais, por beneficiar as barbatanas de tubarão sem comprovar sua origem legal e por dificultar a fiscalização do órgão.

Segundo o Ibama, esta mesma empresa já foi autuada diversas vezes pelo Instituto, e acumula mais de R$ 1 milhão em multas desde 2007. De acordo com o registro, a empresa vinha operando como se comercializasse apenas bexigas natatórias desidratadas, que é um subproduto legal da pesca de tubarão.

Os fiscais encontraram as barbatanas ilegais durante uma vistoria realizada na manhã desta sexta-feira (04). “As barbatanas obtidas por meio da pesca predatória também eram negociadas para o exterior e enviadas em meio à carga legal de bexigas”, explica o chefe da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama no Pará, Leandro Aranha.

Como a exportadora não possuía os mapas de bordo dos barcos pesqueiros, nem documentos que comprovassem a venda das carcaças dos animais, o Ibama acredita que a empresa praticava uma modalidade de pesca conhecida como “finning“.

Proibida por uma portaria do Ibama, o “finning” ocorre quando o pescador corta apenas as barbatanas e descarta a carcaça do tubarão no mar. Muitas vezes o animal resiste à amputação e é jogado ainda vivo na água, mas não sobrevive.

Pescadores praticam o finning por motivos econômicos, já que transportar um barco cheio de barbatanas, produto muito valorizado no mercado internacional, é mais lucrativo que ocupá-lo com o tubarão inteiro. “Essa prática, além de cruel, está levando algumas espécies de tubarão, como o galha-branca, à extinção”, afirma Aranha.

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Orca branca adulta avistada pela primeira vez na natureza

Terça-feira, 01 de Maio de 2012

Fonte: Golfinhos.net

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Uma orca branca adulta foi vista pela primeira vez na natureza, no mar de Bering, ao largo da costa russa, com 12 membros da sua família, por cientistas das universidades de Moscovo e de São Petersburgo que compõem o Far East Rússia Orca Project (FEROP).

Cetáceos brancos de várias espécies são vistos eventualmente, mas as únicas orcas conhecidas eram jovens, incluindo uma com um problema genético raro, que morreu num oceanário canadense, em 1972. Iceberg, assim apelidado, é a primeira orca branca adulta a ser observada, que pelo o seu tamanho de dois metros, julga-se tratar de um animal com pelo menos 16 anos.
A causa da pigmentação incomum é desconhecida, mas pode tratar-se de um caso de albinismo.
O encontro com Iceberg aconteceu durante uma expedição de pesquisa com um grupo de cientistas e estudantes russos, co-liderada por Erich Hoyt, renomado cientista especializado em orcas, que agora faz parte da Sociedade de Preservação de Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês).
As orcas – que também são conhecidas como baleias-assassinas, apesar de não serem tecnicamente baleias, mas animais da Família Delphinidae, a mesma dos golfinhos – atingem a idade adulta aos 15 anos e os machos chegam a viver 50 ou 60 anos, apesar de 30 ser a expectativa de vida mais comum.
“Iceberg parece estar bem socializado. Sabemos que essas orcas que se alimentam de peixes ficam com as mães a vida inteira e, pelo que podemos ver, ele está bem atrás da mãe com supostamente seus irmãos ao lado”, disse Hoyt.

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Nova aplicação para iPhone pode salvar as baleias-francas

Terça-feira, 10 de Abril de 2012

Fonte: Anda

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(Foto: Kim Westerskov/Reuters)

Os esforços para conservar as baleias-francas no Atlântico Norte entraram no mundo das tecnologias com a criação de uma aplicação para iPad/iPhone que pode avisar os navios sempre que se aproximam de uma zona com aqueles animais ameaçados.

A aplicação Whale Alert, gratuita, utiliza um sistema de posicionamento global e outras tecnologias para cruzar os dados mais recentes sobre a detecção das baleias com as cartas oceânicas da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica norte-americana (NOAA).

O projeto é um esforço conjunto da NOAA e de outras agências governamentais dos Estados Unidos – incluindo o Serviço Nacional de Parques e a Guarda Costeira – e universidades e organizações conservacionistas.

Com esta aplicação, os responsáveis acreditam que podem limitar o número de baleias que morrem por colidirem com navios, especialmente de cruzeiro e porta-contentores. Quando as baleias são detectadas numa área, os navios podem alterar o seu curso ligeiramente ou simplesmente abrandar a velocidade.

“A Whale Alert é uma colaboração inovadora para proteger esta espécie criticamente ameaçada”, disse David Wiley, coordenador do projecto Stellwagen Bank National Marine Sanctuary, da NOAA.

As autoridades marítimas estimam que existem apenas entre 350 e 550 baleias-francas nos oceanos do planeta. “As baleias-francas são uma espécie icónica para aqueles que vivem nas zonas costeiras de Massachusetts e do Norte dos Estados Unidos”, disse o director do Fundo Internacional para o Bem-estar animal em Yarmouth Port, Patrick Ramage, citado pela agência Reuters.

Estes animais vivem ao longo da costa Norte dos Estados Unidos, desde Newfoundland até à Florida. As baleias, que vivem em média entre 50 a 70 anos e podem pesar 70 toneladas, são vulneráveis às colisões com navios porque se alimentam perto da superfície do mar.

As colisões com navios mataram mais de um terço das baleias-francas registadas entre 1970 e 2007. Tendo em conta a fragilidade da população, a perda de uma única baleia – especialmente uma fêmea reprodutora – pode ter um impacto significativo na espécie.

A nova aplicação foi desenvolvida para os iPad e iPhones da Apple pela EarthNC e pela Gaia GPS.

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Um mergulho nos recifes ‘invisíveis’ de Abrolhos

Sábado, 07 de Abril de 2012

Fonte: Estadão

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Herton Escobar/AE Universo marinho do Banco de Abrolhos é maior que o Espírito Santo

Ao redor do barco, nada à vista além de água, 360 graus. Caímos no mar equipados e descemos agarrados à corda da âncora, balançando na correnteza como se fôssemos pipas ao vento.

Vinte metros para baixo, encontramos o que procurávamos: grandes cabeços de recife coralíneo, cobertos de esponjas coloridas e encrustados de corais-cérebro, com frades, badejos, budiões e outros peixes recifais se refugiando em suas reentrâncias. Uma paisagem submersa típica do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia. Com uma diferença importante: não estamos dentro do parque.

Estamos 2 quilômetros ao norte, em águas não protegidas, e os recifes à nossa frente são parte de um enorme mosaico de ecossistemas coralíneos formados milhares de anos atrás e conhecidos há gerações por pescadores locais, mas só recentemente “descobertos” por cientistas e ambientalistas – que agora estão embarcados numa corrida para recuperar o tempo perdido e proteger esses ecossistemas, essenciais à sobrevivência da biodiversidade e da atividade pesqueira que se alimenta dela.

Há cinco anos pesquisadores vêm extrapolando os limites para mapear e estudar a composição dos 48 mil quilômetros quadrados do Banco de Abrolhos que estão fora da zona de proteção do parque. Um universo marinho maior que o Espírito Santo, onde a plataforma continental (a borda submersa do continente) se estende a até 200 quilômetros da costa, criando um ambiente de águas rasas e mornas que acolhe a maior diversidade de espécies marinhas do Atlântico Sul.

Como resultado desse esforço, capitaneado pela organização Conservação Internacional (CI) e um grupo de oito instituições que compõem a chamada Rede Abrolhos, financiada pelo Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade (Sisbiota), vários tesouros biológicos já vieram à tona, resgatados das profundezas de Abrolhos por meio de imagens de sonar, robôs submersíveis e expedições de mergulho. Entre eles, mais de 8 mil km² de novos sistemas recifais, a maior parte deles não visíveis da superfície, em áreas de 20 a 50 metros de profundidade. Chamados recifes mesofóticos ou de meia-luz.

“É o maior banco de corais do Atlântico Sul e só conhecíamos 5% dele”, diz o biólogo Guilherme Dutra, diretor do Programa Marinho da CI, que trabalha há mais de dez anos em Abrolhos. “Sabíamos que havia muitos recifes fora do parque, mas ninguém tinha mapeado isso até agora.” Com esse olhar mais profundo, a área conhecida de ocorrência de recifes no Banco de Abrolhos cresceu 20 vezes, comparado ao que se conhecia até 2008 – restrito, basicamente, ao que era visível da superfície.

Os principais construtores e decoradores desses recifes são os corais-cérebro, do gênero Mussismilia, que formam estruturas alongadas em forma de cogumelo, conhecidas como chapeirões. O registro fóssil mostra que eles eram comuns no mundo todo 15 milhões de anos atrás, mas hoje só existem no Brasil. Uma espécie específica, a Mussismilia braziliensis, só ocorre na costa da Bahia. “Abrolhos é como um fóssil vivo gigante”, diz o biólogo americano Les Kaufman, professor da Universidade de Boston e cientista marinho da CI. “Que pode estar a caminho de virar um fóssil morto, se não tomarmos as medidas necessárias para protegê-lo.”

Pescaria. A alegria de descobrir os recifes é acompanhada de uma tristeza, ao constatar que a quantidade de peixes presente neles está bem abaixo do esperado para esse tipo de hábitat. Quem frequenta esses recifes há muito mais tempo que os pesquisadores são os pescadores, que se aproveitam desses hábitats privilegiados como campos férteis para sua pescaria – praticada, muitas vezes, de maneira ilegal e perigosa, por mergulhadores conectados a compressores de ar, que passam horas debaixo d’água caçando com arpões.

“Aqui deveria estar cheio de dentão; é o ambiente perfeito para eles”, diz o biólogo Matheus Oliveira Freitas, ao voltarmos para o barco, referindo-se a um dos peixes mais visados pelos caçadores.

Aluno de doutorado da Universidade Federal do Paraná e pesquisador associado da CI, Freitas há anos coleta e examina peixes de várias regiões do Banco de Abrolhos para tentar descobrir onde, quando e com que periodicidade cada uma das espécies se reproduz. Informações cruciais para o gerenciamento sustentável da pesca na região.

Ele procura, principalmente, pelos pontos de agregação reprodutiva, locais específicos onde grandes cardumes se formam periodicamente – apenas em determinadas luas do ano – para desovar seus gametas simultaneamente. Para isso, Freitas examina as gônadas dos peixes pescados, o que lhe permite dizer se o animal é macho ou fêmea, se está em “repouso”, se desovou recentemente ou está prestes a desovar. Depois relaciona isso com os pontos geográficos e o conhecimento tradicional dos pescadores, juntando pistas sobre o ciclo reprodutivo das espécies.

Também mede e pesa cada peixe e retira amostras de tecido, que podem ser analisadas quimicamente para saber do que o peixe se alimenta.

Por fim, coleta os otólitos, duas “pedrinhas” de carbonato de cálcio que ficam embutidas em um compartimento cheio de líquido entre a cabeça e a espinha dorsal do peixe, funcionando como um órgão de equilíbrio, equivalente ao ouvido interno humano. “É a caixa preta dos peixes”, compara Freitas. Fatiados e analisados sob o microscópio, os otólitos têm anéis de crescimento que podem ser contados para estimar a idade do peixe, como se faz com os anéis dos troncos de árvores.

“Não tem como fazer gestão pesqueira sem conhecer a biologia dos peixes”, justifica o pesquisador.

Assim como não dá para conservar “às cegas”, sem conhecer a fundo a distribuição e o funcionamento dos ecossistemas que se pretende proteger. Esse é o objetivo prático das pesquisas, segundo Dutra: gerar conhecimento científico para embasar uma proposta eficiente de expansão da rede de áreas protegidas no Banco de Abrolhos.

Uma proposta, ressalta Dutra, que seja boa para peixes e seres humanos, beneficiando a pesca e atenuando conflitos com atividades econômicas, como a exploração de petróleo e gás. Para isso, os dados biológicos e minerais gerados estão sendo cruzados com dados econômicos e sociais, para produzir uma espécie de zoneamento ecológico-econômico de Abrolhos. “Temos várias alternativas de proteção, mas qual delas oferece o melhor custo benefício? É isso que queremos saber”, afirma Dutra.

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Japão culpa ativistas pelo fracasso na caça às baleias

Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Fonte: AnimaiS.O.S

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Foto: Reprodução/Sea Shepherd

O Japão encerrou a caça à baleia com apenas um terço de animais apanhados, do que a sua meta anual. O governo japonês culpa ativistas por não ter esgotado a sua quota.

A caça à baleia é ilegal mas o Japão efetua caçadas legais, no âmbito de um programa que dizem ser de pesquisa científica.

O governo japonês não esconde, porém, que estas vão, no fim, parar às prateleiras do supermercado.

Este ano, contudo, a agência de pescas nipónica apenas capturou 266 baleias anãs e uma baleia comum.

A meta era de 900 animais e o governo japonês condena os esforços de ativistas para não ter esgotado a sua cota.

A caça à baleia é ilegal há 25 anos.

Nota da Editora:

“Se os baleeiros japoneses retornarem, a Sea Shepherd vai voltar. Estamos comprometidos com a defesa do Santuário Antártico das Baleias”, disse o Capitão Paul Watson. “Não importa quanto tempo leve, não importa o quão arriscado ou caro seja. A palavra “santuário” realmente significa algo para nós, e isso é algo que vale a pena lutar”.

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Estudo alerta do risco de extinção de aves marinhas

Domingo, 18 de Março de 2012

Fonte: Terra

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Imagem ilustrativa

Algumas espécies de aves marinhas, como albatrozes e pinguins, correm mais risco de extinção que qualquer outro grupo de aves, indica um estudo publicado nesta sexta-feira na revista científica Bird Conservation International.

Após fazer o acompanhamento das 346 espécies que habitam os oceanos, especialistas das organizações para a proteção das aves RSPB e BirdLife International analisaram como nas últimas décadas a situação dessas espécies se deteriorou e algumas estão agora à beira da extinção.

Os cientistas suspeitam que quase metade da população de todas as espécies de aves marinhas está experimentando um declive quanto a seu número. Noventa e sete espécies de aves marinhas, entre elas 17 de albatrozes e 11 de pinguins, estão a ponto de desaparecer, enquanto outras 35 espécies estão perto de ser consideradas em risco de extinção.

O estudo assinala que, apesar de essas aves só precisem ir a terra para aninhar e pôr ovos, seu relativo isolamento não as protege da extinção. O cientista Ben Sullivan, um dos autores do estudo, considerou que, “enquanto é bem sabido que é preciso adotar medidas urgentes para evitar a destruição das florestas tropicais, existe outra crise de extinção que temos que enfrentar: a das aves marinhas”.

“No mar, centenas de milhares de aves marinhas estão morrendo ao ser apanhadas como subproduto da indústria pesqueira”, observou Sullivan, que explicou que na terra “são os ratos, os gatos e os cabras que estão destruindo seu habitat, sobretudo em ilhas remotas onde estas aves podem aninhar em grande número”.

Para este cientista, “estes fatores estão passando a fatura para as espécies que habitaram os oceanos durante milhões de anos”.

O estudo assinala que a Nova Zelândia, onde há 33 espécies que não aninham em nenhum outro lugar, é uma prioridade na lista de países que precisam de proteção para suas espécies ameaçadas.

O Reino Unido é o segundo país nessa lista de prioridades, à frente da Ilha Galápagos, Austrália, México e Japão.

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Os baleeiros foram para casa!

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

Fonte: Sea Shepherd

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O Bob Barker fazendo o seu caminho através do Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Foto: Carolina A. Castro

A frota baleeira japonesa deixa o Santuário de Baleias do Oceano Antártico

Operação Vento Divino acabou! Os baleeiros japoneses estão indo para casa!

A frota baleeira japonesa deixou o Santuário de Baleias do Oceano Antártico e está indo para casa. “Uma vez que o capitão Peter Hammerstedt e sua equipe do Bob Barker encontraram o Nisshin Maru, em 5 de março, a temporada de caça às baleias foi efetivamente encerrada para a temporada”, disse o Capitão Paul Watson no navio principal da Sea Shepherd, Steve Irwin, que voltou recentemente e agora está atracado em Williamstown, Victoria, na Austrália.

Desde 01 de março, o Bob Barker seguiu o Nisshin Maru, enquanto se dirigiam constantemente noroeste. Os navios arpoadores japoneses pararam de seguir o Bob Barker. A frota deixou as águas do Santuário de Baleias do Oceano Antártico, de acordo com o capitão Peter Hammarstedt. A embarcação de segurança do governo japonês, Shonan Maru #2, foi avistado por navios de pesca a 30 graus ao Sul, que fica a leste de Brisbane, na Austrália, indicando que a embarcação está bem no seu caminho de volta para o Japão.

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A baleia Minke nada livremente, como deveria, no Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Foto: Billy Danger

Foi uma campanha longa e difícil e, embora prejudicados pela perda temporária do navio de escolta, Brigitte Bardot, o Steve Irwin e o Bob Barker foram capazes de perseguir a frota baleeira japonesa por mais de 17.000 milhas, dando-lhes pouco tempo para matar baleias. Além disso, dois dos três navios arpoadores passaram mais tempo perseguindo os dois navios da Sea Shepherd do que matando baleias.

“O número de baleias mortas não será liberado pelo Japão até abril, mas, na minha opinião, eles não atingiram mais de 50% com certeza, e minha previsão é que não será superior a 30%. Não tão bom como na temporada passada, mas muito melhor do que todos os anos anteriores”, disse o Capitão Paul Watson. “Foi uma campanha bem sucedida. Há centenas de baleias nadando livre no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, que agora estariam mortas se não estivéssemos lá nos últimos três meses. Isso nos deixa muito felizes”.

O Bob Barker voltará a Hobart, na Tasmânia, o Brigitte Bardot está concluindo reparos em Fremantle, e o Steve Irwin está agora ancorado em Williamstown.

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As águas geladas da Antártica começam a congelar enquanto o Bob Barker vai para casa. Foto: Carolina A. Castro

Em dezembro de 2012, se a frota baleeira japonesa retornar para o Santuário de Baleias do Oceano Antártico, a Sea Shepherd Conservation Society vai lançar a Operação Justiça Cetácea, com quatro navios, dois helicópteros, quatro drones (pequenos aviões operados por controle remoto) e 120 voluntários.

“Se os baleeiros japoneses retornarem, a Sea Shepherd vai voltar. Estamos comprometidos com a defesa do Santuário Antártico das Baleias”, disse o Capitão Paul Watson. “Não importa quanto tempo leve, não importa o quão arriscado ou caro seja. A palavra “santuário” realmente significa algo para nós, e isso é algo que vale a pena lutar”.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

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Reservas naturais itinerantes podem salvar espécies marinhas de extinção, diz estudo

Sádabo, 03 de Março de 2012

Fonte: Estadão

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Albert Kok/Divulgação Os tubarões, assim como outros animais marinhos, correm riscos com a falta de proteção

Cientistas americanos afirmam que as áreas de preservação dos oceanos, onde caça e pesca não são permitidas, precisam ser móveis para proteger as espécies marinhas.

A ideia de que apenas áreas fixas de preservação no oceano podem ser criadas está ultrapassada e não reflete o comportamento dinâmico de algumas criaturas marinhas, segundo os cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

“Menos de 1% do oceano está protegido atualmente e estes parques marinhos tendem a ser determinados ao redor de objetos que ficam parados, como recifes de coral ou montanhas marinhas”, disse o professor Larry Crowder, diretor científico do Centro para Soluções Oceânicas da Universidade de Stanford.

“Mas, estudos com rastreamento mostraram que muitos organismos, peixes, mamíferos marinhos, tartarugas marinhas, aves marinhas e tubarões, respondem a traços oceanográficos que não têm um ponto fixo”, acrescentou.

“Estes são caminhos e correntes que se movem com as estações, do verão ao inverno, de ano a ano, baseados em mudanças climáticas oceanográficas como o El Niño.”

Crowder e outros cientistas marinhos afirmam que o desafio agora é tentar determinar um sistema de reservas marinhas que seja tão dinâmico como as criaturas que se tenta proteger.

Luta para conservação

Pesquisas mostraram como as espécies marinhas respondem a correntes e caminhos nas águas e como as criaturas seguem os nutrientes e as redes alimentares que são levadas por estes eventos pelo oceano. Estes eventos do oceano são móveis, mudam de posição.

E, para Crowder, as reservas marinhas do futuro precisam refletir estas características.

A implementação de áreas marinhas protegidas tem sido uma luta para os conservacionistas e muitos dos envolvidos poderão hesitar diante da ideia de termos reservas definidas por outros fatores que não sejam coordenados em mapas marinhos.

Mas, Crowder afirma que esta nova proposta é realista.

“Além de saber onde os animais estão indo e como eles respondem às características oceânicas, também sabemos muito mais sobre onde os pescadores estão. Os pescadores têm um GPS muito preciso. Então não acho que está fora das possibilidades fazer com que os pescadores obedeçam à fronteira de uma reserva móvel”, afirmou.

Sensores múltiplos

A nova proposta foi apresentada pelos cientistas americanos na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Vancouver, Canadá.

Segundo os cientistas, o enorme volume de dados levantados com o rastreamento de criaturas marinhas levou à conclusão de que as reservas marinhas precisam ser itinerantes.

Os dispositivos colocados nos animais estão cada vez mais sofisticados e podem ser colocados em muitas espécies.

Além disso, muitas das inovações que melhoraram o desempenho e as funções de telefones celulares estão sendo incorporados aos últimos modelos de dispositivos de rastreamento.

Estes dispositivos não registram apenas os locais onde os animais vão, mas também fornecem dados sobre o estado dos oceanos.

“Agora podemos colocar sensores múltiplos em um único dispositivo e quando você pode melhorar (o desempenho) da bateria com algo como um painel de energia solar, você consegue esta oportunidade incrível de ver o que um animal está fazendo em dimensões múltiplas e por longos períodos de tempo”, afirmou a pesquisadora do US Geological Survey, Kristin Hart, que mostrou na reunião alguns dos menores dispositivos de rastreamento usados.

“O tamanho é importante, particularmente quando você quer responder questões a respeito de (animais) jovens ou indivíduos que se movem muito rapidamente como o atum – você não quer sobrecarregar o animal com algo grande e desajeitado, ou você vai afetar o comportamento dele”, acrescentou.

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